sexta-feira, 26 de maio de 2017

Para mudar o Mundo...

“Quando você é diferente o mundo todo é diferente. Não é uma questão de criar um mundo diferente, é apenas uma questão de criar um você diferente. Você é o seu mundo, então se você muda, o mundo muda.”

Osho

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Viver para o outro…

“Os rios não bebem sua própria água; as árvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo; e as flores não espalham sua fragrância para si. Viver para os outros é uma regra da natureza. A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa.”

Papa Francisco

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Na Oração

“Oração não é pedir. É um anseio da alma. É uma admissão diária das próprias fraquezas. É melhor na oração ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração.”

Mahatma Gandhi

sábado, 20 de maio de 2017

Servir...

Todas as pessoas podem ser grandes porque todas podem servir. Não é preciso ter um diploma universitário para servir. Não é preciso fazer concordar o sujeito e o verbo para servir. Basta um coração cheio de graça. Uma alma gerada pelo amor.

Martin Luther King

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Preconceito

“Todo conceito que o homem não modifica com sua evolução torna-se um preconceito, e os preconceitos acorrentam as almas à pedra da inércia mental e espiritual.”

Wilsiane Santos

terça-feira, 16 de maio de 2017

A Essência do Sagrado

“O sagrado está na nossa essência, e se manifesta em nossos atos de boa-fé e generosidade, frutos de uma percepção profunda do universo, e não de ocasião. Se não estamos focados no bem, nossa aclamada religiosidade perde o sentido.”

Martha Medeiros

domingo, 14 de maio de 2017

Homenagem às Mães


Mãe...
Tu és um Anjo luminífero que Deus criou!
Teu brilho resguardado em seu corpo físico, sublima-se e exterioriza-se ao receber em seus braços, na condição de filhos, aqueles pequeninos que chegam sobre a sua tutela, na ansiosa busca do progresso, através do impositivo da reencarnação.
Tua luz é que clareia essa nossa longa caminhada rumo à plenitude.

Muito obrigado minha mãe,
Pela chama do seu olhar,
Pelas estrelas de seu carinho,
Pelo sol do seu amor.

Dedico essa mensagem a você e a todas as mamães desse nosso planeta.

Muita paz e felicidades por esse dia tão especial!

Carlos Pereira - Manancial de Luz

sábado, 13 de maio de 2017

A Excelência do Olhar

"As infinitas maravilhas do Universo são a nós reveladas na medida exata em que nos tornamos capazes de percebê-las. A grandeza da nossa visão não depende do quanto podemos ver, mas do quanto sentimos."

Helen Keller

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Tesouro Maior

“O tesouro do seu coração reside naquilo que lhe mais importa”

Carlos Pereira


terça-feira, 9 de maio de 2017

O Silêncio

“Quando se alcança a maestria, os sons do mundo se apagam, as distrações se aquietam. Toda a vida se transforma em meditação. O som mais doce é o som do silêncio. Essa é a canção da alma.”

Neale Donald Walsch

domingo, 7 de maio de 2017

Ame!

“E Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, e sendo Deus amor, o homem foi feito de amor, com amor e para o amor. E assim, o homem deve amar, sempre, a cada instante, a cada semelhante, próximo ou distante, porque o amor é a essência divina tatuada na alma humana. Por isso nunca devemos deixar de amar. Ame!”

Mychele Magalhães Velloso

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Aniversário do Manancial de Luz

“Não podemos fazer grandes coisas na terra. Tudo o que podemos fazer são pequenas coisas com muito amor” (Madre Teresa de Calcutá)

Essa assertiva da venerável irmã da caridade, Madre Teresa de Calcutá, encerra todo sentimento que dedico a esse trabalho de divulgação da doutrina espírita que hoje, com muita alegria, completa uma década de existência. Só tenho muito a agradecer a Deus e a Espiritualidade maior, que com toda certeza me fortalece nos ideais de perseverança na fé e no contentamento de doar alguns dos momentos de minha vida na organização de todo conteúdo a ser compartilhado com nossos leitores, nesse espaço de estudo, reflexões e aprendizado.

Obrigado sempre a todos vocês, amigos visitantes, pela presença.

Que sejam aqui sempre bem acolhidos e recebam sempre as minhas mais puras vibrações de amor e paz.

Um abraço fraterno!

Carlos Pereira – Manancial de Luz

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Nossos Pensamentos

"Nossos pensamentos são paredes em que nos enclausuramos ou asas com que progredimos na ascese.
Como pensas, viverás.
Nossa vida íntima - nosso lugar.
Recolhe-te e enxergarás o limite de tudo que te cerca.
Expande-te e encontrarás o infinito de tudo o que existe."

Emmanuel - Chico Xavier

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Repositório da Alma


Um repositório de paz, sabedoria e positividade, onde as energias podem ser transmutadas restabelecendo o equilíbrio e harmonizando o nosso ser, através de palavras de pensadores anônimos e conhecidos da história da humanidade.

Um repositório para elevar a alma.

sábado, 29 de abril de 2017

Efemérides: O Evangelho segundo o Espiritismo


“Uma homenagem a publicação inaugural de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, por Allan Kardec, em Paris, a 29 de abril de 1864.”

O Código Divino


“[…] importa observar que os Evangelhos são o roteiro das almas, e é com a visão espiritual que devem ser lidos; pois, constituindo a cátedra de Jesus, o discípulo que deles se aproximar com a intenção sincera de aprender encontra, sob todos os símbolos da letra, a palavra persuasiva e doce, simples e enérgica, da inspiração do seu Mestre imortal.”1

Sem sombra de dúvida foi com essa superior visão espiritual, com essa certeza e sentimento, que Allan Kardec compõe o magnífico livro da Codificação, o terceiro, O evangelho segundo o espiritismo, lançado em Paris, em abril de 1864. Tudo nos leva a crer que ele conhecia profundamente o legado de luz que o Cristo deixou para a Humanidade, pois que em tão pouco tempo esse cabedal de conhecimento emerge, intuitivamente, sob a assessoria da falange do Espírito de Verdade que dele se acerca para que o Consolador se instale, definitivamente, na Terra.

Na Introdução I de O evangelho segundo o espiritismo,2 o Codificador ressalta, de imediato, que as matérias que constituem os Evangelhos podem ser divididas em cinco partes: “os atos comuns da vida do Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral”.

As quatro primeiras têm sido o foco de inúmeras controvérsias; a última, porém, conservou–se, constantemente, inatacável. Na sequência, leitor (a) amigo (a), é possível notar que o pensamento de Kardec se eleva e entra na visão espiritual, para falar sobre a “cátedra de Jesus”, como a seguir:

[…] Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É terreno onde todos os cultos podem reunir-se, estandarte sob o qual podem todos colocar-se, quaisquer que sejam suas crenças porquanto jamais ele constituiu matéria das disputas religiosas, que sempre e por toda a parte se originaram das questões dogmáticas. […] (Grifo nosso.)

Logo adiante o mestre lionês enfatiza com muita clareza, com vista aos seres humanos e suas realizações, que o código expressa:

[…] uma regra de proceder que abrange todas as circunstâncias da vida privada e da vida pública, o princípio básico de todas as relações sociais que se fundam na mais rigorosa justiça. É, acima de tudo, o roteiro infalível para a felicidade vindoura, o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura. Essa é a parte que será objeto exclusivo dessa obra.

Isto nos leva a visualizar o conjunto de O evangelho segundo o espiritismo, imaginando os instantes iniciais quando Kardec, compondo a obra, se apresta a selecionar as passagens que seriam as mais propícias, aduzindo os seus comentários e trazendo como complemento da maior importância as Instruções dos Espíritos. Ele afirma que foi classificando metodicamente os ensinos do Mestre, de acordo com as lições que melhor se complementavam, tanto quanto possível.

“A Doutrina Espírita enseja uma abertura mental extraordinária, revelando a nossa condição de Espíritos imortais e nossa pátria de origem, o Mundo Espiritual, de onde viemos e para onde retornaremos.”

Este magistral trabalho de Allan Kardec abre um horizonte infinito de realizações para cada ser humano, pois resultou no notável “código de moral universal, sem distinção de culto”. Vale lembrar, por oportuno, que a palavra código significa coleção de regras e preceitos; coleção de leis. Diante disso, é interessante observarmos que o Código Divino, constitui uma regra de proceder, que abrange e permeia:

• todas as circunstâncias da vida privada e pública – de cada indivíduo, significando a imprescindívelvivência;
• princípio básico de todas as relações sociais que se fundam na mais rigorosa justiça – Justiça Divina, equânime, igual para todos;
• roteiro infalível para a felicidade vindoura – esses preceitos, se cumpridos, preparam uma vida de maior equilíbrio e paz, felicitando cada criatura;
• o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura. A Doutrina Espírita enseja uma abertura mental extraordinária, revelando a nossa condição de Espíritos imortais e nossa pátria e origem, o Mundo Espiritual, de onde viemos e para onde retornaremos.

Para termos uma noção um pouco mais precisa da grandiosa e superior programação espiritual do advento do Consolador, da Terceira Revelação de Deus à Humanidade, alguns aspectos devem ser considerados.

Segundo a Doutrina Espírita esclarece, três são as Revelações Divinas, perfeitamente encadeadas, mas cada uma em seu tempo apropriado, ensejando o progresso intelecto-moral e espiritual das criaturas.

Primeira Revelação: a Justiça – personificada em Moisés, médium poderoso que possibilitou um espetacular fenômeno de escrita direta (pneumatografia) quando Espíritos escreveram diretamente na pedra (uma espécie de raio laser?), o Decálogo, conjunto de regras e leis que ensinavam o que NÃO FAZER.

Segunda Revelação: o Amor – lei esta ensinada e exemplificada por Jesus, que veio, digamos, pessoalmente, lecionar COMO FAZER. O próprio Mestre preparou o futuro, antevendo que as criaturas estariam ainda distantes da vivência de seu Evangelho, fazendo, então, a promessa de enviar o Consolador, o Espírito de Verdade. Conforme em João, 14: 15 a 17 e 26.

Terceira Revelação: o Espiritismo – não tem a personificá-la nenhuma individualidade, sendo fruto do ensino dos Espíritos, que são as vozes do Céu, que esclarecem o PORQUÊ FAZER.

Esta abertura de O evangelho segundo o espiritismo é realmente grandiosa e nós ainda não conseguimos aquilatar a sua importância e profundo significado. A sensação que invade os que estão lendo e se deixam mergulhar nesse oceano de pensamentos que a Doutrina Espírita suscita é a de constatarmos que ela está na vanguarda dos tempos, que antecipa o futuro da Humanidade, enquanto simultaneamente o prepara.

Com muita razão, André Luiz, em seu livro No mundo maior,[1] registra a palavra do sábio instrutor Calderaro, que em brilhantes considerações lega-nos essa obra admirável, ao afirmar, a certa altura de uma de suas notáveis lições o seguinte:

[…] o homem, para auxiliar o presente, é obrigado a viver no futuro da raça. A vanguarda impõe-lhe a soledade e a incompreensão por vezes dolorosas […] Ninguém pode ensinar caminhos que não haja percorrido. […]

Todos os grandes vultos da história humana viveram no futuro, enquanto o anunciavam; muitos não foram compreendidos de imediato, mas somente décadas após deixarem o corpo físico.

O Espiritismo descortina “as veredas do Senhor”, numa visão cósmica e infinita, que nossa precária condição apenas imagina. É o que Kardec denomina de “Ciência do Infinito”.[1]

Concluindo o tema, meditemos nas palavras do Codificador:

[…] O Espiritismo se nos depara por toda a parte na Antiguidade e nas diferentes épocas da Humanidade. Por toda a parte se lhe descobrem os vestígios: nos escritos, nas crenças e nos monumentos. Essa a razão por que, ao mesmo tempo que rasga horizontes novos para o futuro, projeta luz não menos viva sobre os mistérios do passado.



REFERÊNCIAS:
1 XAVIER, Francisco C. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 29. ed. 4. imp. Brasília: FEB, 2016. q. 321.
2 KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 131. ed. 6. imp. (Edição Histórica). Brasília: FEB, 2015. Introdução I – Objetivo desta obra.
3 XAVIER, Francisco C. No mundo maior. Pelo Espírito André Luiz. 28. ed. 5. imp. Brasília: FEB, 2016. cap. 9 – Mediunidade, p. 124.
4 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. 3. imp. Brasília: FEB, 2016. Introdução XIII, p. 38 e q. 466.
5 ____. O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 131. ed. 6.imp. (Edição Histórica). Brasília: FEB, 2015. Introdução I – Objetivo desta obra, p. 19.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Síntese Espírita


O Espiritismo é uma Doutrina que se caracteriza por três aspectos fundamentais: o religioso, o filosófico e o científico.

É, portanto, simultaneamente, Religião, Filosofia e Ciência.

Oferece, assim, ao ser humano, tudo quanto precisa no sentido de aperfeiçoar-se. Moral. Espiritual. Intelectualmente.

O aspecto religioso, o mais aceito e difundido no Brasil, baseia-se na moral cristã, consubstanciada no Evangelho, que é estudado, com muito amor, carinho e respeito.

Seus princípios constituem, sem dúvida, a preocupação maior do espírita, no dia-a-dia da existência.

Pelo afeiçoamento ao aspecto religioso, ou evangélico - o que acontece, mesmo, por impulso natural -, procura praticar a caridade, através da cooperação no campo da Assistência Social, criando, ou ajudando, instituições beneficentes, com vistas ao amparo à criança, ao adolescente e à velhice.

A feição religiosa é essencial no processo de melhoria interior.

O aspecto evangélico é, assim, o que mais de perto fala à sensibilidade da gente brasileira, sempre inclinada à bondade, por autêntica expressão de amor.

O aspecto filosófico, de extrema beleza e encantamento, fundamenta-se na milenária indagação do homem: De onde viemos o que estamos fazendo na Terra, para onde iremos depois da morte, ou desencarnação?...

Aborda, por conseguinte, velho tema dos compêndios filosóficos: “o problema do ser, do destino e da dor”, que inspirou Léon Denis a escrever portentoso livro com esse título.

A filosofia espírita projeta luz, com inigualável abundância, sobre as causas do sofrimento humano.

O estudo da reencarnação contribui para dar ao homem unia visão mais lógica, mais racional, mais perfeita de Deus e de Seus atributos: Amor, Sabedoria e Justiça.

A Lei de Causa e Efeito, segundo a qual colhe o homem o que semeia, é claramente explicado pela palingenesia.

As diversidades morais, intelectuais e físicas, que tanto perturbam o não-espírita, levando-o a estranhas conjecturas, encontram na lei de Causa e Efeito, a que os orientais dão os nomes de Carma, roda dos nascimentos, lúcida explicação.

A Filosofia Espírita, ao nível de compreensão de qualquer pessoa, por mais humilde, sob o ponto de vista da cultura, é, segundo definição de Léon Denis, um dos mais insignes discípulos de Allan Kardec, a Doutrina "que luariza de esperanças a noite de nossas vidas”.

A feição científica motiva, no Brasil, menor número de apreciadores, embora sua presença seja quase imperiosa em todos os estudos espíritas.

Na Europa, as experimentações de natureza científica são objeto de fundamental importância dos espíritas, que as colocam em termos de prioridade.

Em nosso País, embora estudemos com amor e respeito esse aspecto, enaltecendo-lhe a grandeza e imprescindibilidade, nossa preocupação maior cinge-se aos dois aspectos já fixados: o religioso e o filosófico. É um problema congénito.

Falam mais de perto ao coração, ao sentimento.

E o brasileiro - quem não sabe disso? - é muito coração, muito sensibilidade.

O lado científico da Doutrina é estudado mais por necessidade de ilustração doutrinária, tendo em vista o enriquecimento, ou, pelo menos, o aprimoramento das possibilidades expositivas - orais ou escritas.

Valorizar o tríplice aspecto do Espiritismo constitui inalienável dever de todos nós, que empunhamos a bandeira desfraldada por Allan Kardec, o eminente sábio lionês.

Estimar, no entanto, um ou outro aspecto, é problema pessoal, relacionado, naturalmente, com a formação e os ascendentes espirituais de cada um.

José Martins Peralva

terça-feira, 25 de abril de 2017

O Livro-Base


"Com muita propriedade, afirmou Alan Kardec que os Espíritos elevados se ligam de preferência aos que procuram instruir-se." EMMANUEL

«O Livro dos Médiuns» constitui a base do aprendizado espírita, no que toca, especificamente, ao problema mediúnico.

Evidentemente, a Espiritualidade Superior, com Emmanuel e André Luiz de modo especial, tem realizado, em nossos dias, notável trabalho de desenvolvimento de tudo quanto nele foi apresentado, por tratado experimental, assim como companheiros encarnados têm dado sua cota de participação em torno do palpitante tema «mediunidade».

Todavia, a exemplo do que acontece com os demais livros da Codificação Kardequiana, especialmente os que formam o «Pentateuco-Luz», «O Livro dos Médiuns» é obra indispensável nas instituições espíritas e junto aos irmãos encarregados de tarefas expositivas.

É, também, livro que não deve faltar à biblioteca do espírita.

Passam anos e gerações, mas «O Livro dos Médiuns» permanece sólido em sua estrutura granítica, podendo receber, é claro, através de livros psicografados por médiuns como Francisco Cândido Xavier, complementos à obra de Allan Kardec, maravilhosos subsídios que o opulentam cada vez mais.

*

Não devemos omitir-nos na palavra de incentivo ao estudo de «O Livro dos Médiuns», certos de que os Espíritos elevados apreciam os companheiros estudiosos.

*

A obra kardequiana fortalece-se, consolida-se, engrandece-se continuamente, especialmente pelo que, em termos de mediunidade, dizem os Espíritos na atualidade, notadamente André Luiz.

*

Mediunidade, médiuns e fenómenos mediúnicos continuarão sendo, no curso do tempo, fonte para o estudo e a aplicação de quantos possam sentir, no intercâmbio entre o mundo físico e o espiritual, a grandeza de Deus e a misericórdia de Jesus.

*

Dignifiquemos, pois, o notável livro, a ele consagrando, com amor e veneração, não somente o mais profundo respeito, mas, também, a nossa atenção no sentido de estudá-lo e difundi-lo, compreendê-lo e fazê-lo presente nas tarefas específicas da mediunidade com o Senhor.


Do livro Mediunidade e Evolução, de José Martins Peralva

domingo, 23 de abril de 2017

Fotos: Martins Peralva e a UEM (União Espírita Mineira)

Fotos históricas de Martins Peralva na UEM (União Espírita Mineira)



Horvânio e Ana Carmela Aluotto Aleixo, Neném Aluotto, Antônio Roberto Fontana, José Alves Neto, Roberto Lúcio Vieira de Souza e Martins Peralva com Chico Xavier na UEM



Martins Peralva abraça Chico Xavier na cerimônia do título de cidadão honorário de Belo Horizonte.


Martins Peralva, Maria Philomena Aluotto Berutto e Francisco Cândido Xavier quando este recebeu o título de cidadão honorário de Belo Horizonte.


Martins Peralva, Maria Philomena e Chico Xavier na UEM.


Martins Peralva, Maria Philomena (Da. Nenem), Antônio Roberto Fontana, Chico.


Maria Philomena (Da. Nenem), Chico e Martins Peralva.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Passes


O socorro, através de passes, aos que sofrem do corpo e da alma, é instituição de alcance fraternal que remonta aos mais recuados tempos.

O Novo Testamento, para referir-nos apenas ao movimento evangélico, é valioso repositório de fatos nos quais Jesus e os apóstolos aparecem dispensando, pela imposição das mãos ou pelo influxo da palavra, recursos magnéticos curadores.

Nos tempos atuais tem cabido ao Espiritismo, na sua feição de Consolador Prometido, conservar e difundir largamente essa modalidade de socorro espiritual, embora as crônicas registrem semelhante atividade no seio da própria Igreja, através de virtuosos sacerdotes.

Os centros espíritas convertem-se, assim, numa espécie de refúgio para aqueles que não encontram na terapêutica da Terra o almejado lenitivo para os seus males físicos e mentais.

André Luiz não esqueceu de, no seu livro, preparar interessante capítulo, a que denominou «Serviço de passes», no qual se nos deparam oportunos e sábios esclarecimentos quanto à conduta do passista e daquele que procura beneficiar-se com o socorro magnético.

Neste capítulo, referir-nos-emos ao trabalho do médium passista, ou seja, aos requisitos indispensáveis aos que neste setor colaboram.

Existem dois tipos de passes, assim discriminados:

a.) — Passe ministrado com os recursos magnéticos do próprio médium;
b) — Passe ministrado com recursos magnéticos hauridos, no momento, do Plano Divino.

Convém lembrarmos que, em qualquer dessas modalidades, o passe procede sempre de Deus.

Esta certeza deve contribuir para que o médium seja uma criatura humilde, cultivando sempre a ideia de que é um simples intermediário do Supremo Poder, não lhe sendo lícito, portanto, atribuir a si mesmo qualquer mérito no trabalho.

Qualquer expressão de vaidade, além de constituir insensatez, significará começo de queda.

Além da humildade, deve o passista cultivar as seguintes qualidades:

a) — Boa vontade e fé;
b) — Prece e mente pura;
c) — Elevação de sentimentos e amor.

«Àquele que mais tem, mais lhe será dado», afirmou Jesus.

Nas palavras do Senhor encontramos valioso estímulo a todos os continuadores de sua obra, inclusive aos que viriam depois, à conquista dos bens divinos, a se expressarem pela multiplicação dos recursos de ajudar e servir em seu nome.

As qualidades ora enumeradas constituem fatores positivos para o médium passista.

A prece, especialmente, representa elemento indispensável para que a alma do passista estabeleça comunhão direta com as forças do Bem, favorecendo, assim, a canalização, através da mente, dos recursos magnéticos das esferas elevadas.

«A oração é prodigioso banho de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai.»

Por ela, consegue o passista duas coisas importantes e que asseguram o êxito de sua tarefa:

a) — “Expulsar do próprio mundo interior os sombrios pensamentos remanescentes da atividade comum, durante o dia de lutas materiais;

b) — Sorver do plano espiritual as substâncias renovadoras» de que se repleta, (a fim de conseguir operar com eficiência, a favor do próximo».

Através dessa preparação em que (se limpa», para, limpo, melhor servir, consegue o médium, simultaneamente, ajudar e ser ajudado.

Receber e dar ao mesmo tempo.

Quanto mais se renova para o Bem, quanto mais se moraliza e se engrandece, espiritualizando-se, maiores possibilidades de servir adquire o companheiro que serve ao Espiritismo Cristão no setor de passes.

A renovação mental é como se fosse um processo de desobstrução de um canal comum, a fim de que, por ele, fluam incessantemente as águas.

A nossa mente é um canal.

Mente purificada é canal desobstruído. Mencionados os fatores positivos, é mister enumeremos, agora, os negativos.

Relacionemos, assim, aqueles que reduzem as possibilidades do seareiro invigilante.

Especifiquemos as qualidades que lhe não permitem dar quanto e como devia.

Ei-las, em síntese:

a) — Mágoas excessivas e paixões;
b) — Alimentos inadequados e alcoólicos;
o) — Desequilíbrio nervoso e inquietude.

Sendo o passista, naturalmente, um medianeiro da Espiritualidade Superior, deve cuidar da sua saúde física e mental.

Alimentação excessiva favorece a vampirização da criatura por entidades infelizes, o mesmo ocorrendo com os alcoólicos em demasia.

O equilíbrio do sistema nervoso e a ausência de paixões obsidentes propiciam um estado receptivo favorável à transmissão do passe.

Não podemos esquecer que o passe é “transfusão de energias psicofísicas”.

E o veículo dessa transfusão deve, sem dúvida, ser bem cuidado.

Aconselha Emmanuel que «a higiene, a temperança, a medicina preventiva e a disciplina jamais deverão ser esquecidas».

Adverte, ainda, que «tudo na vida é afinidade e comunhão sob as leis magnéticas que lhe presidem os fenômenos.

«Doentes afinam-se com doentes.»

«O médium receberá sempre de acordo com as atitudes que adotar perante a vida. »

Naturalmente nenhum de nós, nem passista algum, terá a pretensão de obter, nos serviços a que se consagra, os sublimes resultados alcançados por Jesus, em todos os lances do seu apostolado de luz, e pelos apóstolos em numerosas ocasiões; entretanto, educar-nos mentalmente e curar-nos fisicamente, a fim de melhor podermos servir ao próximo, afiguram-se-nos impositivos a que nós não devemos subtrair.

O médium precisa «afeiçoar-se à instrução, ao conhecimento, ao preparo e à melhoria de si mesmo, a fim de filtrar para a vida e para os homens o que signifique luz e paz».

Não devemos concluir o presente capítulo, dedicado de coração aos passistas do nosso abençoado movimento espiritista, sem que lembremos outros requisitos não menos importantes para os que operam no setor de passes em instituições.

São os seguintes:

a) — Horário
b) — Confiança
c) — Harmonia interior
d) — Respeito.

O problema da pontualidade é fundamental em qualquer atividade humana, mormente se essa atividade se relaciona e se desenvolve em função e na dependência da Esfera Espiritual.

Nem um minuto a mais, nem a menos, para início dos trabalhos.

Recordemos que os supervisores de centros e de grupos mediúnicos não esperam, indefinidamente, que, com a nossa clássica displicência, resolvamos iniciar as tarefas.

Se insistimos na indisciplina, eles passarão adiante à procura de núcleos e companheiros que tenham em melhor apreço a noção de responsabilidade...

O passista que não confia no Alto limita, também, a sua capacidade receptiva.

Fecha as portas da «casa mental», obstando o acesso dos recursos magnéticos.

Secundando a confiança, o fator harmonia interior, se apresenta também imprescindível a um excelente processo de filtragem dos fluidos salutares.

E, por fim, o respeito ante a tarefa assistencial que se realiza através do passe.

Respeito ao Pai Celestial, aos instrutores espirituais e àqueles que lhe buscam o concurso.

Pontualidade, confiança, harmonia interior e respeito são, evidentemente, virtudes ou qualidades de que não pode prescindir o médium passista.


Do livro Estudando a Mediunidade, de José Martins Peralva

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Livros que Iluminam - Estudando a Mediunidade

Programa “Livros que Iluminam”, da FEBtv, debate o livro “Estudando a Mediunidade”, de José Martins Peralva, com Fabiane Duarte, trabalhadora na área do Estudo da Mediunidade da FEB.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

160 anos de O Livro dos Espíritos


Em 18 de abril de 2017, o Movimento Espírita celebra os 160 anos de publicação de O Livro dos Espíritos.

O livro foi o primeiro codificado por Allan Kardec, em 1857, sendo ele de perguntas e respostas. São 1019 perguntas que os Espíritos Superiores e responsáveis pela codificação responderam ao missionário de Lyon.

A maneira pela qual o livro fora escrito era também inteiramente nova. O Prof. Rivail fizera as perguntas que eram respondidas pelos Espíritos, sob a direção do Espírito de Verdade, através das cestinhas-de-bico. Psicografia indireta. Os médiuns, duas meninas, Caroline Baudin, de 16 anos, e Julie Baudin, de 14, colocavam as mãos nas bordas da cesta e o lápis (o bico) escrevia numa lousa. Pelo mesmo processo, o livro foi revisado pelo Espírito de Verdade, através de outra menina, a Srtª Japhet. Outros médiuns foram posteriormente consultados e Kardec informa, em Obras Póstumas: “Foi dessa maneira que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho”.

Este livro é, portanto, o resultado de um trabalho coletivo e conjugado entre o Céu e a Terra. O Prof. Rivail não o publicou com o seu nome ilustre de pedagogo e cientista, mas com o nome obscuro de Allan Kardec, que havia tido entre os druidas, na encarnação em que se preparava ativamente para a missão espírita. O nome obscuro suplantou o nome ilustre, pois representava, na Terra, a Falange do Consolador. Esta falange se constituía dos Espíritos Reveladores, sob a orientação do Espírito de Verdade e dos pioneiros encarnados, com Allan Kardec à frente.

A 16 de março de 1860, foi publicada a segunda edição deste livro, inteiramente revisto, reestruturado e aumentado por Kardec, sob orientação do Espírito de Verdade, que, desde a elaboração da primeira edição, já o avisara de que nem tudo podia ser feito naquela. Assim, a primeira edição foi o primeiro impacto da Doutrina Espírita no mundo, preparando ambiente para a segunda que a completaria. Toda a Doutrina está contida neste livro, de forma sintética, e foi posteriormente desenvolvida nos demais volumes da Codificação.

Kardec estruturou o livro em 4 partes:

1ª – Das Causas Primárias.
2ª – Do Mundo Espírita ou Mundo dos Espíritos.
3ª – Das Leis Morais.
4ª – Das Esperanças e Consolações.

Cada parte serviu de base para a elaboração das demais obras (Livro dos Médiuns – 1861, O Evangelho Segundo o Espiritismo – 1864, O Céu e o Inferno – 1865 e A Gênese – 1868), que somadas ao Livro dos Espíritos, formam o Pentateuco Espírita.

Vale mencionar que após a publicação de O Livro dos Espíritos, Kardec realizou várias viagens com a finalidade de divulgar a doutrina espírita. Essas viagens estão documentadas na obra “Viagem Espírita em 1862”, a qual recomendo a leitura.

Portanto, nós Espíritas precisamos ainda nos aprofundar nesta obra basilar que é O Livro dos Espíritos, no sentido de compreendermos o ensinamento trazido a cada pergunta e resposta e realizarmos uma reflexão, avaliando de que forma podemos aplicar este ensinamento na nossa vida.


Que os 160 anos de O Livros dos Espíritas sejam marcados para que nós possamos estudar e praticar esta linda obra trazida pelos Espíritos à Allan Kardec.

Ricardo Gembarowski

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Peralva e o Movimento Espírita Mineiro


Entrevista de Geraldo Lemos Neto, editor do livro póstumo de José Martins Peralva “Evangelho Puro, Puro Evangelho”, concedida ao blog “O Espiritismo Comentado” que relata um pouco da trajetória do escritor e eminente trabalhador espírita junto ao movimento espírita mineiro.

EC: Qual foi a trajetória de Peralva no movimento espírita mineiro?

GLN : Peralva transferiu residência de Aracajú a Belo Horizonte em 1949 sendo recebido de braços abertos por Virgílio Pedro de Almeida e Chico Xavier em Pedro Leopoldo. Inicialmente se juntou a Chico Xavier, Neném Aluotto, Arnaldo Rocha e Zeca Machado num grupo de estudos e reuniões mediúnicas chamado Nina Arueira. No mesmo período passou a participar de reuniões de estudo do Evangelho e da Mediunidade no Centro Espírita Célia Xavier. Quanto podia visitava o médium Chico Xavier em suas reuniões costumeiras no Centro Espírita Luiz Gonzaga de Pedro Leopoldo, de quem se tornou profundo admirador e amigo pessoal. Foi a partir daí que passou a visitar a Colônia Santa Isabel, de irmãos hansenianos, onde levava calor humano, assistência espiritual e material. Fundou à essa mesma época a Cantina Espírita Francisco de Assis que distribuía semanalmente mantimentos para famílias carentes previamente cadastradas. Esta atividade cresceu até ser construído um galpão na Vila dos Marmiteiros, onde passou a oferecer suculenta sopa aos mais necessitados. Desapropriados pela prefeitura de Belo Horizonte a atividade foi então transferida à União Espírita Mineira, com a instalação da tarefa assistencial às mães desvalidas aos sábados pela manhã. A Cantina Francisco de Assis era também a responsável pela distribuição natalina de cerca de 1.000 cestas básicas para as famílias carentes. Durante este período escreveu o hino do Colégio O Precursor educandário da UEM.

EC: Qual foi a participação de Peralva na União Espírita Mineira e no movimento em geral?

GLN: Foi membro do Conselho Geral e secretário do Abrigo Jesus, sócio efetivo do Hospital André Luiz e segundo secretário do Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, aproveitando ainda as horas vagas para abastecer a imprensa espírita e a leiga com seus artigos evangélico-doutrinários. Participou por 15 anos ininterruptos das atividades do Centro Espírita Célia Xavier para então fixar-se, em 1964, na União Espírita Mineira, onde permaneceu ao longo do tempo exercendo diversos encargos como Primeiro Secretário, Diretor do Departamento de Doutrina e Divulgação, Vice-Presidente e Presidente interino. Lá dirigia as atividades de estudos realizadas aos sábados, e também responsabilizou-se como jornalista e editor chefe do periódico da casa O Espírita Mineiro. Foi também mentor das atividades da Mocidade Espírita O Precursor por largos anos. Aproveitando as suas qualidades de oratória, sempre colaborou com alegria na difusão dos ensinos espíritas pelo interior de Minas Gerais, levando a sua palavra inspirada também a outros estados. Foi o secretário executivo do Conselho Federativo Espírita de Minas Gerais - COFEMG - e representante da União Espírita Mineira junto ao Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira. Escreveu artigos espíritas para a Revista O Reformador da FEB, bem manteve uma coluna quinzenal no jornal O Estado de Minas. Pela FEB lançou os livros Estudando o Evangelho; Estudando a Mediunidade; Mediunidade e Evolução; e O Pensamento de Emmanuel. Pela União Espírita Mineira lançou o livro Mensageiros do Bem, que estuda o livro de André Luiz/ Chico Xavier Os Mensageiros; e agora postumamente está lançando pelo Vinha de Luz o livro Evangelho Puro, Puro Evangelho.
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