domingo, 19 de novembro de 2017

Afeto e Amor


O afeto é um estado da alma, onde podemos colocar em prática os melhores sentimentos em nós... O afeto é um momento onde interagimos intensamente com o outro, de forma humilde e amorosa... Construímos o afeto através de nossas relações pautadas no bem...

Não se pode ser afetuoso, com sentimentos mesquinhos e egoístas... Ao contrário, o afeto com o próximo, depende exclusivamente de nossa capacidade de amar o outro, sem cobranças e aceitando-o como é.

A melhor demonstração do afeto é sermos caridosos com aqueles que necessitam de nosso apoio... É dar ao outro o melhor de nós, respeitando acima de tudo os limites de cada um. Através do afeto, trabalhamos em nós a modificação para o bem, e consequentemente melhoramos o corpo e a mente.

O Afeto e o Amor estão sempre juntos, não existe afeto sem amor.

Para sermos afetuosos necessitamos do Amor... O afeto estimula em nós a capacidade de amar, dá –nos a oportunidade de colocarmos em prática a compreensão, nos dá a oportunidade da reflexão sobre nossos atos, porque através da reflexão podemos modificar nossos pensamentos... Sejamos afetuosos para com nossos semelhantes e veremos quanto amor temos em nosso coração.

Lembre-se sempre, que somente o Amor verdadeiro é livre de qualquer engano e pode colocar em nossos corações o real afeto que devemos praticar com nossos irmãos.

A dignidade da pessoa humana não está fundamentada em “parecer amar” e sim em “amar verdadeiramente”.

A autêntica afetividade está associada a uma ampliação da consciência e a um amadurecimento espiritual. Quem a possui aprende a ser caridoso, generoso, benevolente, deixando os outros livres não apenas para errar, para aprender, para discordar, mas também para amar, reconhecendo que as fragilidades que muitas vezes recriminamos nos outros podem ser as nossas amanhã.

Temos para com nossos irmãos de jornada o compromisso de nos colocarmos a disposição para ajuda-lo sempre que necessário.

É esse o ensinamento de Jesus: - “Amar a Deus sobre todas as coisas” e ao próximo como a ti mesmo” Através desta demonstração de Amor, exercitamos o afeto em nossos corações, revitalizando nossas forças interiores, trazendo a nós e aos outros vibrações positivas e caridosas. Perceba que quando fazemos o bem, nossos sentimentos melhoram, temos uma sensação de bem estar, nos sentimos revigorados e percebemos o quanto somos capazes de nos doarmos verdadeiramente.

Façamos esta revitalização de nossas almas, mantendo nossos sentimentos no Afeto.

Podemos fazer isso, com uma palavra amiga, com um abraço, ou simplesmente sendo ouvintes daqueles que nos procuram... Trazemos o Afeto em nosso íntimo, ele está lá... basta que estejamos atentos quando formos chamados à pratica deste sentimento.

Vamos revigorar o afeto, pois a necessidade essencial do ser humano é a Afetividade – fonte de vida, equilíbrio e saúde física e emocional. Sem ela a criatura se afunda na dor da carência emocional e nós só temos o afeto que damos.

Associação Espirita Evangelho Redivivo

Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. XI – item 8 “A Lei do Amor “
Unidos pelo Amor - Texto 19 “Só temos o Afeto que damos” ( Wanderley S. Oliveira/ Ermance Dufaux )
Prazeres da Alma :- Texto “Afetividade” pág. 57 a 60 ( Francisco do Espírito Santo Neto / Hammed )
Site Espírita “Gotas de Paz – Mensagens Edificantes” Texto “Afeto e Amor “

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Gratidão


Um sopro de alegria nos invade a alma a cada agradecimento. A ajuda da espiritualidade que apenas intermedia a ajuda de Deus, nosso pai de amor infinito, não carece de reconhecimento. Não precisa agradecer. Mas quando isto acontece é porque houve uma melhora íntima, um crescimento, e a vida de alguém está um pouco mais em paz por algum momento.

A gratidão é sentimento nobre para quem sente. Chega após uma conquista, após aprendizado, após bem-estar. Quem recebe sente alegria pela alegria do outro. Uma alegria pura e fraterna. Não é uma recompensa dos esforços despendidos. É alegria genuína.

Deveríamos aprender com a gratidão. Os sentimentos são gloriosos para quem sente. O amor é unicamente seu, e você pode espalha-lo por aí, como uma suave distribuição de sementes. Você não precisa saber o que houve com as sementes naquele momento. A natureza cuida, e a retribuição pode vir ou não. Os sentimentos são sensações sentidas e deslocadas para o universo. Sua força é diversa, assim como o que depois. Aí depende do que pensamos e como agimos.

Sentimentos são como uma canção. Aprecie-a!

Laura Borelli

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A Pedagogia do Afeto na Educação do Espírito


O afeto é um dos pilares do desenvolvimento humano saudável. Uma habilidade que abre largas portas para a entrada do Amor, porque ser afetivo é laborar com o sentir. Diríamos assim que a afetividade é um degrau para o Amor. Afeto é uma força da alma de incalculável poder. Por essa razão, especialmente nesse tempo de materialismo e do império da razão, nossas casas de Amor devem fixar-se na função social reeducativa do sentimento, aprimorando-se cada vez mais para honrar o título de escola da alma, desenvolvendo pessoas felizes, realizadas, dignas e solidárias.

Aprender a amar é, pois, a competência essencial que deveria fundamentar quaisquer conteúdos de nossas escolas espirituais. Aprender a amar o próximo, aprender a amar a si e aprender a amar a Deus.

E como ensinar o Amor no centro espírita? É preciso contextualizar o conteúdo espírita abstraindo o excesso de informações e trazê-lo para a realidade de seu grupo, priorizar respostas, soluções, discutir vivências, refletir sobre horizontes novos de velhos temas do viver, reinventar a vivência em direção aos apelos da consciência, propiciar à criatura externar sonhos, limitações e valores já conquistados, fazendo da sala de estudos espíritas um laboratório de ideias na ampliação da capacidade de pensar com acerto, lógica e bom senso. Isso se chama educar.

A pedagogia do ser prioriza o homem, sua experiência pessoal, o relacionamento humano, tendo como pólo de atração o idealismo, possibilitando que as casas espíritas criem grupos que se amam e se querem bem.

Aprender a amar, portanto, é essencial para cada um, mas é preciso ter consciência que amar é uma aprendizagem e que conviver é uma construção. Não existe Amor ou desamor à primeira vista, e sim simpatia ou antipatia. Amor não pode ser confundido com um sentimento ocasional e especialmente dirigido a alguém. Devemos entender o amor com o Sentimento Divino que alcançamos a partir da conscientização de nossa condição de operários na obra universal, um “estado afetivo de plenitude”, incondicional, imparcial e crescente.

Ninguém ama só de sentir. Amor verdadeiro é vivido. O atestado de Amor verdadeiro é lavrado nas atitudes de cada dia. O Amor é crescente no tempo e uniforme no íntimo, não tem hiatos. Amor não é empréstimo Divino para o homem e sim aquisição de cada dia na aprendizagem intensiva de construir relacionamentos propiciadores de felicidade e paz. E esse sentimento sublime carece aprendizagem, somente um recurso poderá promover semelhante conquista: a educação.

A meta maior do Espiritismo é o melhoramento da humanidade, a educação integral do homem bio-sócio-psíquico-espiritual. Allan Kardec, influenciado pelo educador Pestalozzi, declarou em O Livro dos Espíritos (comentário a p. 917) que “a educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral”. Educação harmônica do ser, que implica fazer crescer o intelecto, o afeto e a ação, não sendo demais afirmar que a coerência entre pensar, sentir e fazer, respondem pelo equilíbrio integral do ser. Em resumo, poderíamos afirmar que educação é transformar impulsos e desenvolver potencialidades.

A partir destes conceitos, verificamos o centro espírita e sua importância como educandário do Amor face à didática estimuladora de conhecimentos e da vivência através da ampliação do saber e de transformação do caráter. Neste sentido, a fraternidade, expressando a síntese das virtudes cristãs, é a meta ética de todo o corpo filosófico e científico do Espiritismo.

Nos programas doutrinários para a educação do afeto nas relações, destacamos algumas importantes lições a serem estudadas e exercitadas: (1) conhecer os sentimentos; (2) adquirir o controle sobre as reações emocionais; (3) saber conviver harmoniosamente com os sentimentos maus; (4) saber revelar seus sentimentos com assertividade; (5) exercitar a sensibilidade e (6) expressar o afeto na convivência.

O centro espírita pode oportunizar a valorosa e preenchedora experiência do Amor auxiliando o homem na reeducação de suas tendências, no conhecimento de si, no exercício da solidariedade material e relacional e na supressão do personalismo, que permitirá o potencial afetivo dirigido a realizações nobres e gratificantes. Caridade! O melhor exercício para a sensibilidade.

Como identificar a qualidade das relações afetivas na casa espírita? Eis alguns indicadores interessantes: (1) motivação do espírito de equipe; (2) valorização da capacidade cooperativa de qualquer pessoa; (3) promoção através da delegação, criando o policentrismo sistêmico; (4) investimento na capacitação do trabalhador como pessoa e ser social e (5) o ensejamento de realizações específicas para a revitalização do afeto em grupo.

Carlos Pereira

Adaptação do livro Laços de Afeto, Ermance Dufaux, psicografia de Wanderley Oliveira.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Compaixão


Quando te ergueres em prece ao coração augusto e misericordioso do Pai Celestial, não olvides que ao redor de teus passos, ecoam as súplicas de milhões de seres implorando-te compaixão.

Anota-lhes o tom de expectativa e de angústia e não desdenhes auxiliar.

Aprende a guardar na acústica da própria alma a essência divina do amor infatigável para que a paciência e o sorriso te ensinem a recolher, sem alarde e sem queixa, todos os impactos do alheio sofrimento.

Veste, cada dia, a túnica do entendimento e encontrarás, por toda a parte, a ignorância e a penúria rogando-te amparo e compreensão.

Observarás a dor de mil faces, estendendo-te as mãos, à procura da migalha de fraternidade e carinho.

Aqui, mascara-se na forma de delinquência naqueles que não tiveram as tuas oportunidades de educação; adiante, surge na roupa espinhosa do desespero a que se acolhem os companheiros em provas amargas.

Ali, aparece-te com a fantasia da ilusão em todos os que não se apercebem da sua condição de usufrutuários da Terra, e, mais além destaca-se nas chagas de aflição dos que despertam sob as responsabilidades do ouro e do poder.

Seja com quem for e seja onde for, compadece-te e ampara sempre.

Observa que a própria Natureza, em todos os lugares, é um apelo vivo à tua misericórdia para que a vida alcance os fins a que se destina.

A terra seca roga-te a bênção da água refrescante para que te possa doar os talentos do pão e da alegria; a árvore clama por teu devotamento a fim de produzir quanto deve em teu próprio benefício e o fruto verde espera por teu carinho, para não perecer em sua expectativa de maturação.

Age e caminha, trabalha e serve, inspirando-te na compaixão que deves a todas as criaturas.

Perdoa mil vezes antes de reprovar uma só e penetrarás os altos segredos do bem.

Recordemos em quantas ocasiões necessitamos da compaixão do próximo para sanar os nossos erros e fazendo pelo bem dos outros aquilo que desejamos dos outros na preservação de nossa própria felicidade, avançaremos para a vanguarda de luz sob o amparo de Deus, cuja Infinita Bondade, encerra em nosso favor todas as bênçãos da compaixão imperecível.

Emmanuel,
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

sábado, 11 de novembro de 2017

Afetividade e Conflitos


Todos nós, homens e mulheres, buscamos a afetividade. Até aí, não nos parece nada de estranho. Desde o nascimento, a criança necessita e busca o amor.

Mas por que essa busca tem se apresentado como uma ansiosa necessidade? Ou ainda, por que essa afetividade muitas vezes se apresenta como conflito?

A imaturidade em que se encontram os indivíduos muitas vezes gera a ilusão de que somente através de outra pessoa será possível experimentar a afeição. Dessa forma, as pessoas que se sentem solitárias entram em ansiosa busca, o que possivelmente aciona seus conflitos, pois acreditam que somente serão felizes e/ou encontrarão segurança quando estiverem com alguém.

De imediato nos deparamos aí com um grave problema: espera-se que outra pessoa os complete, realize por eles o que somente eles podem realizar. Joanna de Ângelis afirma: "Um solitário quando se apoia em outro indivíduo que também tem necessidade afetiva, forma uma dupla de buscadores, esperando um do outro aquilo que não sabem ou não desejam oferecer". E sendo essa a busca, como podemos esperar que o relacionamento dê certo? Como não esperar que essa relação fique presa às sensações grosseiras do imediatismo?

Apresenta-se outro grave problema: será que a busca nos relacionamentos não é uma busca egoísta? E sendo egoísta acaba por construir relações vazias que geram conflitos novos e reacendem feridas antigas, prendendo o indivíduo em um círculo vicioso de relações muitas vezes dolorosas e que não proporcionam crescimento para nenhuma das partes.

Desejamos tanto o amor, mas realmente estamos disponíveis para a transformação necessária para sermos um instrumento do amor? Ou egoisticamente quero ser amado sem ao menos ter desenvolvimento a capacidade de amar a mim mesmo?

Mas todo problema traz em si mesmo a solução, e como proposta da própria Mentora, "faz-se imprescindível desenvolver a capacidade de amar, porque o amor também é aprendido". Se os relacionamentos com os outros não vão bem, muito provavelmente o relacionamento do indivíduo consigo mesmo também não vai bem. E como não se podem mudar os outros, o trabalho que se tem a realizar é a própria mudança. E como nos lembra Joanna de Ângelis, na obra Diretrizes para o Êxito: "Ama sempre, mas não te permitas relacionamentos conflituosos sob a justificativa de que tens a missão de salvar o outro, porque ninguém é capaz de tornar feliz aquele que a si mesmo se recusa a alegria de ser pleno."

A primeira lição que é preciso aprender na resolução do problema da afetividade é: Amar a si mesmo, pois sem o desenvolvimento do auto amor perde-se a genuína preocupação com o nosso bem-estar, o que pode favorecer a permanência em situações danosas à emoção e ao desenvolvimento do ser, além, é claro, da capacidade de respeitar-se. Só aquele que se respeitar em sua integridade humana é capaz de respeitar o outro, favorecendo assim que se busque ser melhor a cada dia, e permita ao outro ser o que naquele momento lhe apraz.

O exercício do autoamor exige uma visão precisa de quem se é, isso significa que o trabalho de reconhecimento da sombra também nos ajuda na afetividade, porque não podemos amar só pela metade. Uma vez que se reconhece sombra e luz, deve-se apreciar as próprias conquistas, sem vaidades e excessos, e o mais importante, o autoamor, impulsiona para a busca de novas possibilidades para tornar-se um ser melhor a si mesmo, ao outro e ao mundo.

O ser humano não cresce psicologicamente sem o enfrentamento dos problemas, e nesse sentido os conflitos devem ser percebidos como uma oportunidade de aprimoramento das emoções, principalmente na área da afetividade, pois como já dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade: " Amar se aprende amando".

Texto baseado no cap. 11 do livro “Atitudes Renovadas”, de Joanna de Ângelis.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Ternura


Nossa alma tem Escaninhos onde são guardados tesouros que podem ficar ocultos.

Vivemos descuidados dos momentos felizes pelos quais passamos. Levamos a infância, a juventude e início da maturidade a receber benefícios de amizades e amores diversos. Pais, avós, irmãos, amigos nos dedicam suas atenções que para nós são coisas naturais.

Chega a um determinado ponto, aquele em que encontramos a pessoa que, nos parece, chegou para nos completar. Sonhos, pensamentos, cálculos para o futuro e tudo passa a viver em torno daquela criatura. Pode não ser bonita, mas tem um “que” a nos prender. Começam os entendimentos e surge o amor. Forte, apaixonado e a causar insônia e ciúmes. É a fase em que, por vezes, nos sentimos indignos de tão especial criatura. Mas aos poucos a gente vai criando coragem que resulta em casamento.

Há pessoas, porém, que não mantêm aquela vibração inicial. Modifica os hábitos, esquece comezinhos cuidados no trato para a companheira ou companheiro. A relação vai-se tornando insossa. Aqueles sonhos que resultavam em agrados ao cônjuge desaparecem aos poucos. E por que isso? É falta de cultivo da ternura. Esta deve estar presente a toda hora. Ternura é uma “emanação” da alma como o perfume da flor. É indescritível, mas agrada. Casamentos duradouros e felizes mantêm-se pela ternura. Diz-se que é pelo amor, mas este às vezes é violento ou possessivo e também pode ser grosseiro e despido de ternura. Portanto, o que mantém a ligação é a delicadeza da ternura.

Às vezes um dos cônjuges não demonstra ternura e nem sensibilidade aos cuidados recebidos, mas quem dá recebe intimamente, não se sabe como, um retorno agradável. Quando visitamos um ser querido doente e em coma, ele nada demonstrará, é lógico, mas ao vibrarmos ternura numa prece, ao tocá-lo suavemente, aquela emanação prazerosa volta como um agradecimento que nos comove.

Nossa alma tem escaninhos onde são guardados tesouros que podem ficar ocultos. A pessoa pode parecer cética, mas no íntimo possuir tesouros e entre eles a ternura. Mesmo estas, conseguem manter uma relação amorosa a vida toda, pois a ternura tem como resultado a compreensão e a tolerância. Têm alegria de viver e de conviver com os demais. Discutem opiniões com naturalidade. Mantêm a vida em paz. Isso é que, provavelmente, Deus espera de nós: que vivamos de modo tal que o mal não povoe nossos pensamentos. E a mansuetude deve ser o tempero de nossas relações.

Hoje, que pena! O sentimento de “executivo” domina os casais. Alegrias, baladas, festas e sexo procuram esconder o vazio d’alma. Não há mãos a medir quanto à procura do “onde irei hoje?”. Causa piedade ver a mocidade ansiosa por encontrar a paz interior. E nunca houve tantos lugares para meditar. Igrejas para todos os gostos. Mas, se não for vivida a brandura dos sonhos e a suavidade da ternura, a vida fica sem graça. Misticismo? Que seja! Mas é o que traz felicidade.


Artigo de Julio Capilé (membro-fundador da Comunhão Espírita de Brasília)

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Carência Afetiva


Ninguém vive dignamente sem se sentir amado. A carência afetiva está na raiz da maioria de nossas doenças e problemas de relacionamento em geral.

Temos uma necessidade imperiosa de sermos aceitos e amados, porém, nem sempre as pessoas estão prontas para isso, pois elas também precisam ser aceitas e amadas. No fundo, cada um está esperando receber amor e, enquanto não recebe, também não se sente estimulado a amar.

O que não percebemos, contudo, é que já somos amados por Jesus. Aqui reside a solução para nossos grandes problemas: sentirmos que somos amados pelo ser mais evoluído que Deus mandou ao Planeta.

Ninguém mais reclame de carência afetiva, pois é amado por Jesus!

Ninguém mais alegue solidão, porque tem a companhia de Jesus!

Ninguém mais se diga perdido, pois encontrou a direção de Jesus.

José Carlos De Lucca, do Livro Sempre Melhor, cap. 48.

domingo, 5 de novembro de 2017

A Alegria


Quando o homem faz iluminação interior, otimiza a vida, cadencia seus passos, avalia cada segundo de sua existência, é feliz, muito feliz na felicidade que produz ao próximo.

Sabe traduzir o seu pensamento feliz em gestos de engrandecimento à pessoa humana, faz identidade, solidariedade, dignificando a todos, com prazer.

Suaviza as suas palavras, abranda seu coração, alimenta, constrói o mundo pelo amor; está sempre caminhando na integração com todos.

A cada segundo, coloca sua energia, sua consciência, na construção do bem, pois sabe que todas as grandes transformações operadas pelo conhecimento humano se devem ao equilíbrio mental, espiritual e moral do homem.

Trabalha com afinco, está livre da angústia, da miséria, da vacilação, uma vez que repousa o seu pensamento no sentido da construção humana, da liberdade, do bem, da justiça e da harmonia.

É sensível ao diálogo, procura sempre o entendimento, tem boa vontade, é fraterno com todos.

No exercício do cotidiano está sempre pronto a descobrir e viver o lado bom da vida, elevando o espírito humano acima das provações, da dor, do sofrimento e das angústias; sua vida é um cântico de agradecimento a Deus.

A sua potencialidade aumenta pela força, pela disciplina, fazendo autoestima, esperança, autoconfiança, exercitando o autoconhecimento.

O homem espiritualizado não é triste, deprimido, entediado, tem confiança em si mesmo, fé no Criador, respeitando o próximo e procurando compreender a diversidade humana.

A força da alegria transforma a vida humana, direcionando-o para paragens que são estímulos ao trabalho e à dedicação ao bem.

A alegria no coração humano foi, é e será sempre poderosa alavanca evolutiva para o moral, o espiritual e o caráter do homem.

A certeza que o homem espiritualizado tem da vida eterna, o liberta de tudo o que possa magoá-lo, feri-lo, desagradá-lo no trânsito evolutivo da Terra.

Quem faz, vive o processo construtivo da alegria, tem consciência crítica de que o futuro só lhe reserva luz, esperança, dignidade, paz.

O homem espiritualizado, educado, portanto com uma boa formação cultural e moral, tem o dever de fazer autodisciplina, autoconhecimento, aprendizado permanente, expressando em todas as situações da existência, o prazer, a alegria de viver, a fé no Criador, a certeza de que todas as experiências são forças evolutivas do espírito.

Esperança, alegria, jubilo.

O abraço afetuoso,
LEOCÁDIO JOSÉ CORREIA

Mensagem extraída do livro, “HORIZONTES DA ALMA”, psicografada pelo médium Maury Rodrigues da Cruz.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Afetividade


Defluente da lei natural da Vida, a afetividade é sentimento inato ao ser humano em todos os estágios do seu processo evolutivo.

Esse conjunto de fenômenos psicológicos expressa-se de maneira variada como alegria ou dor, bem-estar ou aflição, expectativa ou paz, ternura ou compaixão, gratidão ou sofrimento...

Embora no bruto se manifeste com a predominância da posse do instinto, aprimora-se à medida que a criatura alcança os patamares mais elevados da razão, do discernimento e do amor.

Mesmo entre os animais denominados inferiores, vige a afetividade em formas primárias que se ampliarão através do tempo, traduzindo-se em apego, fidelidade, entendimento, como automatismos que se fixaram por meio da educação e da disciplina.

Não obstante os limites impostos pelos equipamentos cerebrais, em alguns é tão aguçada a percepção, que o instinto revela pródromos de inteligência, que são também expressões de afeto.

No ser hominal, em face dos valores da mente, o sentimento desata a emoção, e a afetividade exterioriza-se com mais facilidade.

Imprescindível à existência feliz, por intermédio do tropismo do amor, desenvolve-se e enternece-se, respondendo pelas glórias da sociedade, pelo progresso das massas, pelo crescimento da consciência e pela amplitude do conhecimento.

Na raiz de todo o empreendimento libertador ou de todo empenho solidário, encontra-se a afetividade ao ideal, à pessoa, à Humanidade, estimulando, e, quando os desafios fazem-se mais graves, ei-la amparando o sentimento nobre que não pode fenecer e a coragem que não deve enfraquecer-se.

No começo, é perturbadora, por falta de discernimento do indivíduo a respeito do seu significado especial. No entanto, quando se vai fixando nos refolhos da alma, torna-se abençoado refrigério para os momentos difíceis e estímulo para a continuação da luta.

Sem ela a vida perderia o seu significado, tão eloquente se apresenta na formação da personalidade e da estrutura psicológica do homem e da mulher.

A afetividade proporciona forças que se transformam em alavancas para o progresso, alterando as faces desafiadoras da existência e tornando a jornada menos áspera, porque se faz dulcificada e esperançosa.

Ninguém consegue fugir-lhe à presença, porque, ínsita no Espírito, emerge do interior ampliando-lhe na área externa e necessitando de campo para propagar-se.

A afetividade é o laço de união que liga os indivíduos por meio do sentimento elevado e os impulsiona na direção do Divino Amor.

Joana de Ângelis – Psicografia de Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Especial do Mês

Uma seleção de textos e mensagens que exaltam a boa sentimentalidade. Páginas de valiosos ensinamentos registrados em obras de médiuns, sábios e expoentes pensadores da humanidade.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Dentro de nós

Pelo dia de Francisco de Assis


Um pouco sobre esse grande Espírito que se fez pequeno entre nós para nos ensinar sobre a fé, a esperança e a caridade.

Francisco, “Il Poverello” de Assis e as Virtudes


“Il Poverello” praticou em todos os momentos o Evangelho do Mestre, dando de comer aos famintos, saciando os que tinham sede, hospedando os forasteiros, vestindo os nus, visitando os doentes e os presos (Mateus 25: 36). Vivenciou o amor em plenitude, obedecendo ao maior mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, sabendo que toda a lei e os profetas estão contidos nesse mandamento (Mateus 22: 36-40).

Francisco, dentre as três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, ressaltou a caridade como a mais excelente, ratificando o ensino de Paulo (1ª Carta aos Coríntios, 13: 13). Ninguém como ele, realmente testificou que “fora da caridade não há salvação” (“OESE”, nº15: 8). Na Parábola do Bom Samaritano, o Mestre, colocou de lado, na salvação, até o sacerdócio, citando um homem sem religiosidade, como afortunado, porque, humilde e caridoso, auxiliou o homem largado no caminho. Mesmo sem ser religioso, foi outorgado por Jesus como salvo, merecendo a denominação de verdadeiro cristão, porque pela ação da vontade fez o bem.

O “Santo de Assis”, de acordo com o Sermão do Monte (Mateus 5: 1-12), como pobre em espírito, tornou-se possuidor do Reino dos Céus; consolou os aflitos de todos os matizes; manso por excelência, com capacidade ampla de herdar a Terra; satisfeito por ter fome e sede de justiça; feliz por ser misericordioso, puro de coração e promovedor da paz. Todos os insultos recebidos, as calúnias arremessadas e as perseguições sofridas, por causa do trabalho com o Mestre, faziam dele um autêntico cristão, merecendo a devida recompensa na dimensão espiritual.

Algumas fontes mediúnicas fazem menção de ter sido Francisco, em pretérita reencarnação, o apóstolo João Evangelista.

Américo Domingos Nunes Filho

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Especial do Mês


Mahatma Gandhi (1869 – 1948) foi uma das grandes personalidades pacifistas da humanidade. Nasceu em Porbandar, Índia, no dia 2 de outubro de 1869, época em que a nação era uma colônia britânica. Seu nome verdadeiro era Mohandas Karamchand.

Participou ativamente na luta contra o domínio Inglês na Índia ganhando destaque pelo seu projeto de não violência. Ficou popularmente conhecido por seus pensamentos e filosofia, usando sempre como manifesto jejuns, marchas e boicotes a impostos e consumos de produtos originários da Inglaterra na tão sonhada conquista pela independência.

No ano de 1947, por fim, Gandhi liberta a Índia do império inglês. “Um longo jejum foi sua arma de resistência pacífica à dominação do império britânico. O fato comoveu o mundo e obrigou os ingleses a dar a independência aos hindus”, lembra a monja Sundari Shakti.

Em janeiro de 1948, Gandhi foi morto por um rebelde hindu por pregar a tolerância religiosa.

No mês de outubro, com o especial “Gandhi em Pensamentos”, o Manancial de Luz homenageia ao Mahatma Gandhi pela sua trajetória em favor da paz, com postagens de frases e pensamentos de sua autoria.

sábado, 30 de setembro de 2017

A Importância da Literatura Espírita



Por Cristina Nunes

Desde o seu nascimento o Espiritismo se via destinado a florescer como o lótus. O marco monumental da obra de Allan Kardec, representado pelo precioso legado dos cinco livros basilares da Codificação, nos quais a Espiritualidade no transmite os seus informes sobre a continuidade inexorável da vida, prossegue, incólume, norteando todo o movimento espírita brasileiro.

Assim sendo, era previsível o desdobramento do trabalho conjunto de magníficas implicações entre as dimensões invisíveis e materiais terrenas, de vez que a essência da mensagem espírita é atual a qualquer tempo e inerente ao encadeamento das vidas sucessivas a que todos estamos sujeitos, nos jungindo às Leis evolutivas de Causa e Efeito e de aprimoramento rumo às estâncias da vida mais depuradas do Universo. Isto é ponto comum a toda a humanidade imersa em jornadas milenares na materialidade com a finalidade de aprender, não importando aí crenças ou descrenças individuais.

Nesta conjuntura, indispensável que as revelações solidárias da Espiritualidade acerca dos detalhes desta realidade maior prosseguissem, dando continuidade ao seu maravilhoso curso informativo e esclarecedor, com a contribuição progressiva de novos trabalhadores na seara da literatura espírita. Com efeito, vivemos tempos memoráveis nos quais, em vários idiomas, contamos com vasta contribuição de inumeráveis autores tanto de obras de cunho doutrinário quanto de romances mediúnicos ou fictícios, cujo conteúdo lídimo nos remete a novos cenários e a informes mais esmiuçados do que constituí o prosseguimento da vida nas paragens para além dos cenários materiais.

Na área dos romances, tivemos como exemplo notório os livros do Conde de Rochester transmitidos à médium russa Wera Krijanowskaia trezentos anos após a morte dele em 1680, relatando, em cenários autênticos e ricos em detalhes dos séculos passados, peripécias várias das reencarnações de um mesmo grupo de espíritos no rumo gradativo do seu aprendizado espiritual. Mais tarde, Chico Xavier, o maior médium brasileiro, deu continuidade a esta linha literária nos presenteando com as obras de Emmanuel, seu mentor desencarnado que também nos ofereceu notícias da evolução de alguns espíritos durante as suas reencarnações nos palcos da antiguidade romana. De modo que, junto com os trabalhos de teor doutrinário imprescindíveis ao entendimento devido dos aspectos morais e científicos da evolução espiritual humana, os romances comparecem como estilo de literatura indispensável aos perfis que melhor assimilam estas grandes verdades por intermédio daquela técnica outrora muito empregada por Jesus, na célebre utilização das parábolas ricas de significação destiladas às almas nos relatos de histórias e de dramas do cotidiano, cujos personagens bem podemos ser todos nós.

Junto às novas vertentes descobridoras de terrenos ainda pouco explorados, quais as pertencentes à área da ufologia sob a ótica espírita, esta vasta e fecunda atividade é o campo de semeadura promissora e eficiente, que conta sempre com novos e antigos amigos, colaboradores e simpatizantes. É a nossa proposta de contribuição para a real efetivação de um mundo melhor, onde indivíduos conscientes de sua grande responsabilidade perante a eternidade da vida, e consequentemente mais felizes e espiritualmente fortalecidos, compartilharão em plenitude a autêntica fraternidade, bem como uma visão mais sábia e mais harmônica da vida.



quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Vivência Existencial


Por Fernanda Leite Bião

Ao renascermos, somos pequeninos e desajeitados. Sem o auxílio do outro, ficamos à mercê da provável extinção das forças físicas.

Embora Espíritos milenares, renascemos em condição de aprendizes de todo tipo de condição humana, dentro de um momento histórico, em torno de uma rede social, nossa família de base, e vinculada a nós pelas experiências anteriores.

O que sei ao voltar a um corpinho de matéria densa como o organismo terreno?

Começamos uma nova caminhada, diante de desafios e incertezas, expectativas e esperanças, tendências e probabilidades, velhos e novos aprendizados, de acordo com nossas potencialidades, possibilidades, necessidades e força de vontade.

No campo dos sentimentos, somos ainda sementinhas.

Os primeiros toques, dos pais e cuidadores, além de transmitirem uma energia muito gostosa e sutil, vêm carregados de gestos, de toques e olhares, que serão as nossas primeiras diretrizes, na condição de encarnados, as primeiras lições da alma de volta ao estágio terreno.

Você já reparou como são atentos os olhinhos das crianças, que nada perdem, nada deixam passar em branco, querendo tudo aprender? O sorriso expressando alegria, lágrimas, que podem ser de dor, cansaço ou teimosia. Carinha feia pode ser um não. Carinha feliz, barriga cheia.

Existem tantas possibilidades de aprender a sentir, a se manifestar.

Daí a importância de sermos mais do que reprodutores de crenças, valores e atos. Temos de ensinar, educar nossos semelhantes.

É possível mudar a si mesmo. Um condicionamento adquirido pode ser modificado por um novo aprendizado, desde que haja motivação para tanto.

Motivação: ação que me motiva. Qual é a sua?

Repare que estamos falando de autoconhecimento, da relação com o outro, de dar e receber, da manifestação de existir. Conhecer a si mesmo, sendo-aí-no-mundo-com-o-outro. Coexistir, para autodescobrir.

Lembremos da máxima de nosso querido Mestre Jesus: “Ama ao próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas”.

Ama, amar – ação de desenvolvimento do amor. Não está pronto nem acabado, não existe fórmula perfeita ou única, é um verbo que transmite o movimento constante da habilidade de amar.

O amor pode ter várias formas de se expressar, mas o verbo fala de uma ação que envolve sempre um ou mais sujeitos. Nós, eu, você, eles, todos, quem sabe? Próximo, posso ser eu, pode ser você, pode ser a natureza. Todos e qualquer um pode ser o seu próximo. Jesus não nomeou nada nem ninguém em especial.

Amar o próximo – movimento de transcender ao outro, de se abrir ao outro, de sentir o outro e de possibilitar o outro a nos sentir.

O outro é um mundo à parte de você e, ao mesmo tempo, em diálogo com você. Mesmo que o outro conviva ao seu lado, é alguém diferente, alguém que, muitas vezes, interpretou e interpreta sons, gestos e sentimentos de forma diferente da sua, mas que está em movimento, tanto quanto você.

É preciso compreender. Compreender toda a energia que pulsa vida, que poderemos nomear Deus, Criador, Senhor, Amor.

Compreender que tudo e todos estão revestidos dessa energia-possibilidade que só conhecemos por meio da convivência.

Viver – relacionar-se com o mundo, mundo que é sentido, para conhecer. Conhecimento de si, conhecimento do outro. Momento de diálogo, que traz o germe do aprendizado de habilidades necessárias para evoluir.

Nomes variados atribuímos ao montante de sentimentos, emoções, pensamentos e energias que precisamos combinar para organizar nossa vida como seres.

Importante se reconhecer em tudo isso.

Mais que olhar só para fora, aprenda a olhar, também, para dentro de si.

A comunhão do ser está na possibilidade de diálogo entre o velho e o novo, entre o hoje e o amanhã, entre o que sei do amor e o que vou aprender com o amor e sobre amar.

A comunhão do ser consigo mesmo atravessa a relação tríade eu-tu-eterno. Você-próximo-Deus.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Espiritualidade na Vida Diária


Por: Adriana Aguiar Brotti

Seja qual for a religião que venhamos a seguir o fato é que o seu estudo doutrinário e a frequência em seus templos por si só não nos garantem a experiência em Deus.

Falar e ouvir a palavra de Deus dissociada da ação não nos aproxima Dele. Portanto a pergunta que devemos fazer a nós mesmos é: Como está a nossa vida? Quais são os sentimentos que carregamos em nossos corações? Como temos experimentado a presença de Deus em nossas vidas?

A espiritualidade em sua essência consiste em saber justamente como viver. Ou seja, como viver com consciência e adotando atitudes positivas em relação a nós mesmos, aos outros e a toda manifestação divina.

Note que, mesmo tendo muito conhecimento doutrinário, muitas pessoas permanecem estagnadas espiritualmente, isso porque não se esforçam para colocar em prática o que estudam e não raras as vezes, cobram essa prática de todos aqueles que estão à sua volta.

Além de todo o conhecimento que podemos adquirir por meio das religiões é preciso verdadeiramente querer abraçar ao projeto divino de nossa própria evolução.

Sabemos que são considerados Bem-aventurados os mansos e pacíficos, por exemplo, mas porque dentro do nosso próprio lar não exercitamos a paciência e a doçura? Se Jesus nos ensinou a perdoar, porque nos deixamos envolver pelo orgulho por anos e anos, deixando de nos relacionar com alguém?

Queremos que Deus nos agrade, nos dê bênçãos, mas, o que estamos oferecendo a Ele? O sacrifício mais agradável a Deus é justamente nos conciliarmos com aqueles que entendemos ser nossos inimigos.

Há uma passagem interessante na Bíblia, em Coríntios que diz, ainda que nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo se renova de dia em dia. Da mesma forma, Chico Xavier também nos alertou que embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode recomeçar agora e fazer um novo fim. Isso tudo significa que não importa o passado e a idade de cada um de nós, se temos dez, trinta, quarenta ou setenta anos. Qualquer tempo é tempo para despertarmos e nos voltarmos para Deus, por meio da prática dos ensinamentos de nosso Mestre Jesus. Daí o entendimento de que quem está em Cristo, nova criatura se torna e tudo se faz novo.

Portanto, toda vez que nos dirigirmos a um templo religioso, nosso propósito deve ser o de recarregarmos a nossa energia, de expandirmos a nossa consciência e, ao deixar esse templo, nosso propósito deve ser o de estreitarmos nossos laços mais sagrados, que são os laços que nos unem ao Pai, por meio de nossos pensamentos, palavras e ações.

Quando buscamos o nosso próprio aperfeiçoamento moral, nos aproximamos de Deus e, consequentemente criamos um estado de bem-estar em nós.

Busquemos esse bem-estar qualificando nossos pensamentos, exercitando a paciência, ofertando presentes e serviços espirituais, perdoando e alimentando nossa fé, a cada instante de nossas vidas.

Luz e Paz a todos!
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