segunda-feira, 24 de julho de 2017

As nossas Atitudes

“A atitude é oração. E, pela atitude, mostramos a qualidade dos nossos desejos.”

Emmanuel

sábado, 22 de julho de 2017

As Críticas

"Se as críticas dirigdas a você são verdadeiras, não reclame; se não são não ligue para elas."

Emmanuel

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A Palavra

“Ilumina de amor tudo quanto disseres. Quem te roga a palavra requer a benção de Deus.”

Emmanuel

terça-feira, 18 de julho de 2017

A Oração

“A oração é luz acesa na sombra; é pão nutriente na escassez, é força na debilidade.”


Emmanuel

domingo, 16 de julho de 2017

A Caridade

“Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, porque, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.”

Emmanuel

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A Compaixão

“Deixa que a compaixão te aclare os olhos e lubrifique os ouvidos, a fim de que possas ver e escutar em louvor do bem.”

Emmanuel

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Aceitação Íntima

“Aceita-te como és e aceita a vida em que deves estar, a condição em que te vês, a fim de que faças em ti o burilamento possível.”

Emmanuel

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Amor Espontâneo

“O afeto, a confiança e a ternura devem ser tão espontâneos quanto as águas cristalinas de um manancial.”

Emmanuel

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Auto Iluminar-se

“O homem não pode nutrir a pretensão de retificar o mundo ou os seus semelhantes dum dia para outro, atormentando-se em aflições descabidas, mas deve ter cuidado de si, melhorando-se, educando-se e iluminando-se, sempre mais.”

Emmanuel

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Céu e Inferno

“Dentro da visão espírita-cristã, céu, inferno e purgatório começam dentro de nós mesmos. A alegria do bem praticado é o alicerce do céu. A má intenção já é um piso para o purgatório e o mal devidamente efetuado, positivado, já é o remorso que é o princípio do inferno.”

Emmanuel

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Amor Essencial

“Indaguemos, estudemos, movimentemo-nos na esfera científica e filosófica; todavia, não nos esqueçamos do “amemo-nos uns aos outros” como o Senhor nos amou. Sem amor, os mais alucinantes oráculos são igualmente aquele “sino que tange” sem resultados práticos para as nossas necessidades espirituais.” (Emmanuel)

sábado, 1 de julho de 2017

Especial do Mês

O Manancial de Luz homenageia nesse mês o Espírito Emmanuel com o especial, “Emmanuel em Pensamentos”, que traz uma seleção de frases e mensagens de sua autoria psicografadas pelo médium, Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Recesso Junino


Prezados leitores,

Em virtude das festividades juninas, comunico que a partir da presente data faremos uma breve pausa nas atualizações das postagens. Estaremos retornando rotineiramente a partir de 1/07.

Desejo um São João de paz e alegrias para todos!

Abraços fraternos!


Carlos Pereira - Manancial de Luz

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O Papel da Ciência na Gênese

Qual é a origem do mundo? Qual é a verdadeira história da criação? Qual a gênese verdadeira?

A história da origem de quase todos os povos antigos se confunde com a religião deles, e por isso foram religiosos todos os seus primeiros livros. E como todas as religiões se ligam ao princípio das coisas, que é também o princípio da Humanidade, elas explicaram a formação e o arranjo do Universo de acordo com o estado de conhecimentos da época e de seus fundadores. Em consequência disso, os primeiros livros sagrados foram ao mesmo tempo os primeiros livros de ciência, assim como foram, durante muito tempo, o código único das leis civis.

Os meios de observação primitivos não podiam deixar de ser muito imperfeitos e por isso as primeiras teorias sobre o sistema do mundo continham muitos erros. E ainda que os meios de observação fossem tão completos quanto são hoje, os homens não teriam sabido utiliza-los. Aliás, tais meios são o fruto do desenvolvimento da inteligência e do consequente conhecimento das leis da Natureza. À medida, pois, que o homem foi se adiantando no conhecimento dessas leis, foi também penetrando os mistérios da criação e retificando as ideias que formara acerca da origem das coisas.

Enquanto a Ciência não lhe forneceu a chave para resolver o problema da criação o homem se mostrou impotente para isso. Assim, teve que esperar que a Astronomia lhe abrisse as portas do espaço infinito e lhe permitisse mergulhar aí o olhar; teve que esperar que pelo poder do cálculo se lhe tornasse possível determinar com rigorosa exatidão o movimento, a posição, o volume, a natureza e o papel dos corpos celestes; que a Física lhe revelasse as leis da gravitação, do calor, da luz, da eletricidade, que a Química lhe mostrasse as transformações da matéria e a Mineralogia os materiais que formam a superfície do globo; que a Geologia lhe ensinasse a ler, nas camadas terrestres, a formação gradual desse mesmo globo, o homem mostrou-se impotente para resolver o problema da criação. Coube à Botânica, à Zoologia, à Paleontologia, à Antropologia inicia-lo na filiação e sucessão dos seres organizados. Com a Arqueologia pode ele acompanhar os traços que a Humanidade deixou através das idades. Completando-se umas às outras, as ciências contribuíram com o que era indispensável para o conhecimento da história do mundo. Antes o homem só tinha como guia as suas primeiras hipóteses. Antes que ele possuísse esses elementos, todos os comentadores da Gênese cuja razão esbarrava em impossibilidades materiais giravam dentro de um círculo do qual só conseguiram sair quando a Ciência abriu caminho, fendendo o velho edifício das crenças. Tudo então mudou de aspecto e em vez de uma Gênese imaginária surgiu uma Gênese Positiva e, de certo modo, experimental. O campo do Universo se estendeu ao infinito. Acompanhou-se a formação gradual da Terra e dos astros, segundo leis eternas e imutáveis que demonstram muito melhor a grandeza e a sabedoria de Deus, do que uma criação miraculosa, tirada repentinamente do nada, qual mutação à vista por efeito de súbita ideia da Divindades, após uma eternidade de inação.

Sendo, pois, impossível, conceber a Gênese sem os dados que a Ciência fornece, pode dizer-se com inteira verdade que: a Ciência é chamada a constituir a verdadeira Gênese, segundo a lei da Natureza.

Denizart Castaldeli (Centro Espírita Batuíra)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Os Fluidos


I. Natureza e propriedades dos fluidos


Elementos fluídicos


1. A Ciência resolveu a questão dos milagres que mais particularmente derivam do elemento material, quer explicando-os, quer lhes demonstrando a impossibilidade, em face das leis que regem a matéria. Mas os fenômenos em que prepondera o elemento espiritual, esses, não podendo ser explicados unicamente por meio das leis da natureza, escapam às investigações da Ciência. Tal a razão por que eles, mais do que os outros, apresentam os caracteres aparentes do maravilhoso. É, pois, nas leis que regem a vida espiritual que se pode encontrar a explicação dos milagres dessa categoria.

2. O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da natureza. (Cap. X.) Como princípio elementar do universo, ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal, e o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele. O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível. Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados. (Cap. VI, itens 10 e seguintes.)

Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais: ao segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita, os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo. Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contato, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente. No estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea; os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito.

3. No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.

Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, os Espíritos, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre. Os Espíritos os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes.

Lá, porém, como neste mundo, somente aos Espíritos mais esclarecidos é dado compreender o papel que desempenham os elementos constitutivos do mundo onde eles se acham. Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar a si mesmos os fenômenos a que assistem e para os quais muitas vezes concorrem maquinalmente, como os ignorantes da Terra o são para explicar os efeitos da luz ou da eletricidade, para dizer de que modo é que veem e escutam.

4. Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria tangível e não a matéria etérea. Alguns há, pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que deles só podemos fazer ideia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas mediante as quais um cego de nascença procura fazer ideia da teoria das cores.

Mas entre tais fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que, de certa forma, pertencem ao meio terreno. Em falta de observação direta, seus efeitos podem observar-se, como se observam os do fluido do ímã, fluido que jamais se viu, podendo-se adquirir sobre a natureza deles conhecimentos de alguma precisão. É essencial esse estudo, porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem explicar unicamente com as leis da matéria.

5. A pureza absoluta, da qual nada nos pode dar ideia, é o ponto de partida do fluido universal; o ponto oposto é o em que ele se transforma em matéria tangível. Entre esses dois extremos, dão-se inúmeras transformações, mais ou menos aproximadas de um e de outro. Os fluidos mais próximos da materialidade, os menos puros, conseguintemente, compõem o que se pode chamar a atmosfera espiritual da Terra. É desse meio, onde igualmente vários são os graus de pureza, que os Espíritos encarnados e desencarnados, deste planeta, haurem os elementos necessários à economia de suas existências. Por muito sutis e impalpáveis que nos sejam esses fluidos, não deixam por isso de ser de natureza grosseira, em comparação com os fluidos etéreos das regiões superiores.

O mesmo se dá na superfície de todos os mundos, salvo as diferenças de constituição e as condições de vitalidade próprias de cada um.

Quanto menos material é a vida neles, tanto menos afinidades têm os fluidos espirituais com a matéria propriamente dita.

Não é rigorosamente exata a qualificação de fluidos espirituais, pois que, em definitivo, eles são sempre matéria mais ou menos quintessenciada.

De realmente espiritual, só a alma ou princípio inteligente. Dá-se-lhes essa denominação por comparação apenas e, sobretudo, pela afinidade que eles guardam com os Espíritos. Pode dizer-se que são a matéria do mundo espiritual, razão por que são chamados fluidos espirituais.

6. Quem conhece, aliás, a constituição íntima da matéria tangível?

Ela talvez somente seja compacta em relação aos nossos sentidos; prová-lo-ia a facilidade com que a atravessam os fluidos espirituais e os Espíritos, aos quais não oferece maior obstáculo, do que o que os corpos transparentes oferecem à luz.

Tendo por elemento primitivo o fluido cósmico etéreo, à matéria tangível há de ser possível, desagregando-se, voltar ao estado de eterização, do mesmo modo que o diamante, o mais duro dos corpos, pode volatilizar-se em gás impalpável. Na realidade, a solidificação da matéria não é mais do que um estado transitório do fluido universal, que pode volver ao seu estado primitivo, quando deixam de existir as condições de coesão.

Quem sabe mesmo se, no estado de tangibilidade, a matéria não é suscetível de adquirir uma espécie de eterização que lhe daria propriedades particulares? Certos fenômenos, que parecem autênticos, tenderiam a fazer supor esse estado. Ainda não conhecemos senão as fronteiras do mundo invisível; o porvir, sem dúvida, nos reserva o conhecimento de novas leis, que nos permitirão compreender o que se nos conserva em mistério.

Fonte: A Gênese, Allan Kardec, cap.XIV, 1-6.
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