sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Prece de Amor – Elizabete Lacerda

Para encerrar o mês dedicado a oração uma prece de Emmanuel musicada e cantada na voz de Elizabete Lacerda.




Prece de Amor


Como estiveres agora
Nosso Bom Deus te guarde
Como estiveres pensando
Nosso Bom Deus te use
Onde te encontres na vida
Que Deus te ilumine
Com quem estejas seguindo
Nosso Senhor te guie
No que fizeres tu
Peço ao Bom Deus
Que possa te amparar
E em cada passo teu
A Mão de Deus
Irá te abençoar
Como estiveres agora...

Elizabete Lacerda

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Orando a cada Dia


Faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda parte.

Não me consintas perder tempo, através de indagações inúteis.

Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da evolução, com os meus semelhantes, não para consertá-los e sim para atender à minha própria melhoria.

Induze-me a respeitar os direitos alheios a fim de que os meus sejam preservados.

Dá-me consciência do lugar que me compete, para que não esteja a exigir da vida aquilo que não me pertence.

Não me permita sonhar com realizações incompatíveis com os meus recursos, entretanto, por acréscimo de bondade, fortalece-me para a execução das pequeninas tarefas ao meu alcance.

Apaga-me os melindres pessoais, de modo que não me transforme em estorvo diante dos irmãos, aos quais devo convivência e cooperação.

Auxilia-me a reconhecer que cansaço e dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras, usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a existência.

Concede-me forças para irradiar a paz e o amor que nos ensinaste.

E, sobretudo, Senhor, perdoa as minhas fragilidades e sustenta-me a fé para que eu possa estar sempre em ti, servindo aos outros.

Assim seja.

Meimei, do livro Sentinelas da Alma, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A Psicologia da Oração


Convencionou-se, ao longo do tempo, que a oração é um recurso emocional e psíquico para rogar e receber benefícios da Divindade, transformando-a em instrumento de ambição pessoal, realmente distante do seu alto significado psicológico.

A oração é um precioso recurso que faculta a aquisição da autoconsciência, da reflexão, do exame dos valores emocionais e espirituais que dizem respeito à criatura humana.

Tornando-se delicado campo de vibrações especiais, faculta a sintonia com as forças vivas do Universo, constitui veículo de excelente qualidade para a vinculação da criatura com o seu Criador.

Todos os seres transitam vibratoriamente em faixas especiais que correspondem ao seu nível evolutivo, ao estágio intelecto-moral em que se encontram, às suas aspirações e aos seus atos, nos quais se alimentam e constroem a existência.

A oração é o mecanismo sublime que permite a mudança de onda para campos mais sensíveis e elevados do Cosmo.

Orar é ascender na escala vibratória da sinfonia cósmica.

Em face desse mecanismo, torna-se indispensável que se compreenda o significado da prece, sua finalidade e a maneira mais eficaz pela qual se pode alcançar o objetivo desejado.

Inicialmente, orar é abrir-se ao amor, ampliar o círculo de pensamentos e de emoções, liberando-se dos hábitos e vícios, a fim de criar-se novos campos de harmonia interior, de forma que todo o ser beneficie-se das energias hauridas durante o momento especial.

A melhor maneira de alcançar esse parâmetro é racionalmente louvar a Divindade, considerando a grandeza da Criação, permitindo-se vibrar no seu conjunto, como seu filho, assimilando as incomparáveis concessões que constituem a existência.

Considerar-se membro da família universal, tendo em vista a magnanimidade do Pai e Sua inefável misericórdia, enseja àquele que ora o bem-estar que propicia a captação das energias saudáveis da vida.

Logo depois, ampliar o campo do raciocínio em torno dos próprios limites e necessidades imensas, predispondo-se a aceitar todas as ocorrências que dizem respeito ao seu processo evolutivo, mas rogando compaixão e ajuda, a fim de errar menos, acertar mais, e de maneira edificante, o passo com o bem.

Nesse clima emocional, evitar a queixa doentia, a morbidez dos conflitos e exterioridades ante a magnitude das bênçãos que são hauridas, apresentando-se desnudado das aparências e circunlóquios da personalidade convencional.

Não é necessário relacionar sofrimentos, nem explicitar anseios da mente e do coração, porque o Senhor conhece a todos os Seus filhos, que são autores dos próprios destinos e ocorrências, mediante o comportamento mantido nas multifárias experiências da evolução.

Por fim, iluminado pelo conhecimento da própria pequenez ante a grandeza do Amor, externar o sentimento de gratidão, a submissão jubilosa às leis que mantêm o arquipélago de astros e a infinitude de vidas.

Tudo ora no Cosmo, desde a sinfonia intérmina dos astros em sua órbita, mantendo a harmonia das galáxias, até os seres infinitesimais no mecanismo automático de reprodução, fazendo parte do conjunto e da ordem estabelecidos.

Em toda parte vibra a vida nos aspectos mais complexos e simples, variados e uniformes.

Sem qualquer esforço da consciência, circula o sangue por mais de 150 mil quilômetros de veias, vasos, artérias, em ritmo próprio para a manutenção do organismo humano tanto quanto de todos os animais.

Funções outras mantidas pelo sistema nervoso autônomo obedecem a equilibrado ritmo que as preserva em atividade harmônica.

As estações do tempo alternam-se facultando as variadas manifestações dos organismos vivos dentro de delicadas ondas de luz e de calor que lhes possibilitam a existência, a manifestação, o desabrochar, o adormecimento, a espera.

O ser humano, enriquecido pela faculdade de pensar e dotado do livre-arbítrio, que lhe propicia escolher, atado às heranças do primarismo da escala animal ancestral pela qual transitou, experiencia mais as sensações do imediato do que as emoções da beleza, da harmonia, da paz, da saúde integral.

Reconhece o valor incalculável do equilíbrio, no entanto, estigmatizado pela herança do prazer hedonista, entrega-se-lhe à exorbitância pela revolta nos transtornos de conduta, como forma de imposição grotesca.

Ao descobrir a oração, logo se permite exaltar falsas ou reais necessidades, desejando respostas imediatas, soluções mágicas para atendê-las, distantes do esforço pessoal de crescimento e de reabilitação.

É claro que aquele que assim procede não alcança as metas propostas, pois que elas ainda não podem apresentar-se por nele faltarem os requisitos básicos para o estabelecimento da harmonia interior.

A oração é campo no qual se expande a consciência e o Espírito eleva-se aos páramos da luz imarcescível do amor inefável.

Quem ora ilumina-se de dentro para fora, tornando-se uma onda de superior vibração em perfeita consonância com a ordem universal.

O egoísmo, os sentimentos perversos não encontram lugar na partitura da oração.


Torna-se necessário desfazer-se desses acordes perturbadores, para que haja sincronização do pensamento com as dúlcidas notas da musicalidade divina.

A psicologia da oração é o vasto campo dos sentimentos que se engrandecem ao compasso das aspirações dignificadoras, que dão sentido e significado à existência na Terra.

Inutilmente, gritará a alma em desespero, rogando soluções para os problemas que lhe compete equacionar, mesmo que atraindo os numes tutelares sempre compadecidos da pequenez humana.

Desde que não ocorre sintonia entre o orante e a Fonte exuberante de vida, as respostas, mesmo quando oferecidas, não são captadas pelo transtorno da mente exacerbada.

Quando desejares orar, acalma o coração e suas nascentes, assumindo uma atitude de humildade e de aceitação, a fim de que possas falar àquele que é o Pai de misericórdia, que sempre providencia todos os recursos necessários à aquisição humana da sua plenitude.

Convidado a ensinar aos seus discípulos a melhor maneira de expressar a oração, Jesus foi taxativo e gentil, propondo a exaltação ao Pai em primeiro lugar, logo após as rogativas e a gratidão, dizendo:

- Pai Nosso, que estais nos Céus...

Entrega-te, pois, a Deus, e nada te faltará, pelo menos tudo aquilo que seja importante à conquista da harmonia mediante a aquisição da saúde integral.


Divaldo Pereira Franco. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na manhã de 29 de outubro de 2012, em Sydney, Austrália.

sábado, 24 de setembro de 2016

A Prece


A prece é o orvalho divino que tranquiliza o calor excessivo das aflições.

A prece, estrela primeira da fé, nos conduz ao caminho que nos leva ao Senhor. No seu aconchego e na solidão, estamos com Deus.

Para nós, não há mais mistérios: na oração, Deus se revela ao coração, clareando nossas mentes na busca da beatitude divina. Como o Senhor nos conduz na afirmação do Seu amor, a prece é a mãe da esperança, o refúgio bendito como ponte segura ao encontro com o Mestre Amado.

Caminhai, caminhai pelas sendas da prece, e ouvireis as vozes dos anjos, como ensinou Santo Agostinho. Que harmonia! Em que delicias caminhareis! Vossa fé, alicerçada no bem ao próximo, na edificação de atos caridosos, nos leva às alturas celestiais, por assim dizer, por todos os poros, quando, ao orar, se atinge essa fonte de frescor e de vida!

Doces e iluminadas bênçãos descem do Alto sobre vossas vestes, ungindo os espíritos como fonte de refazimento, lançando-se fora, as sombras inquietantes da solidão!

Caro e bondoso irmão: o Senhor dos Mundos te concedeu os dons do amor e desvelo para com aqueles que, o procurando, veem no teu olhar, no palavreado manso e humilde, quem sabe, a última esperança .... Seja, pois, na divulgação da doutrina codificada pelo Mestre de Lion, a prece silenciosa, o olhar amigo, a palavra mansa e, tudo o mais. O Senhor sustentará teus passos na senda da oferenda como alimento do Céu ao teu espírito, a tua alma! ...

“Espírita” deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências nas provas e expiações ainda necessárias ao nosso crescimento espiritual.

Guarde-a, pois, na existência, tua missão de missionário do Cristo, levando aos quadrantes do universo terráqueo a boa nova, como sendo a responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas da missão que pedistes ao Céu, em retorno ao corpo físico.

Seja teu Guia o Sol do Oriente refulgindo em tua alma a sabedoria do Pastor Amoroso - Jesus de Nazaré! ...

Do servo menor,

Pereira Barreto
Mensagem recebida pelo médium Luiz Parra Camargo em 23/07/2000

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A Lei de Adoração

Programa “A Vida em Foco” entrevista Dineu de Paula acerca do tema “A Lei de Adoração”.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Poema da Gratidão – Amélia Rodrigues

Uma das mais belas orações em poema, ditada pelo Espírito Amélia Rodrigues e psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco.

Aúdio (voz): Divaldo Pereira Franco.

domingo, 18 de setembro de 2016

A Prece - Entrevista Revista Cristã de Espiritismo


Entrevista sobre a prece com o diretor da Revista Cristã de Espiritismo.

Quando fazemos uma prece muito cansados, no final de um dia de trabalhos exaustivos, estando sonolentos, ela teria sua emissão vibratória comprometida?

– Não. Vamos lembrar que a alma, ou seja, o espírito encarnado, participa do contato espiritual por dois meios. Um deles pelo seu corpo carnal, o outro pela sua existência como espírito, que é imortal. O corpo carnal sofre as vicissitudes da matéria grosseira pela qual é revestido.

O espírito não sofre cansaço, como o corpo. A prece, a elevação do pensamento a Deus, como nos dizem os amigos espirituais, é uma capacidade própria do espírito, não do corpo. Partindo desse princípio, mesmo que o corpo esteja fatigado, o espírito, sustentado pela consciência tranquila que carrega pelos atos que pratica, terá seu poder de elevação vibracional não ligado ao cansaço físico, mas à sua disposição espiritual.

Por que muitos acham que para orar precisa ter uma fórmula, uma receita, para que ela chegue até ao Pai?

É natural. Vem da ideia que fazíamos de Deus. No começo, imaginávamos um Deus dentro dos fenômenos da Natureza. Evoluímos e passamos a ver Deus como uma personalidade vingativa. Jesus veio nos trazer a ideia de um Deus de amor. A Doutrina Espírita complementa nos mostrando um Deus infinito em todos seus atributos. Não é fácil abandonarmos uma ideia que nos acompanhou durante séculos.

Por isso, muitos de nós ainda estamos presos às fórmulas. Abençoada doutrina espírita que demonstra ser mais importante o que vai no coração, do que as fórmulas, repetições e adorações exteriores.

André Luiz nos fala em suas obras de departamentos em cidades espirituais como Nosso Lar, especializados em recepção e atendimento de preces dos encarnados.

No caso de preces com potencial vibratório muito alto, feitas por irmãos mais evoluídos, estas se dirigiriam por afinidade magnética a esferas mais elevadas ainda?

Com certeza! Somos ligados pela lei de afinidade. O maior exemplo é Jesus, que orava diretamente a Deus. Logo, quanto maior a nossa vibração, mais longe chega o nosso pensamento. É oportuno lembrar que devemos desenvolver a ideia de conversarmos com Deus, não no sentido dos peditórios, das reclamações, mas sim na absoluta certeza que estamos envolvidos por ele de forma que, quanto mais o buscarmos, mais o acharemos. É um longo trabalho a ser desenvolvido por todos nós.

As preces “prontas” que aprendemos, como “Pai Nosso” e “Ave Maria”, podem ter a mesma eficácia junto à espiritualidade do que as que fazemos individualmente, como uma conversa íntima com Deus ou Jesus?

Tudo depende do sentimento. As preces “prontas” servem, principalmente, para nos ajudar a ordenar e direcionar nosso pensamento. Ainda somos espíritos que encontramos muita dificuldade na concentração, no relaxamento, de forma que é preferível recitar uma prece pronta do que deixar o pensamento voar e se perder. O que conta - os espíritos não nos cansam de advertir - é o sentimento. Logo, nos preocupemos primeiro em sentir, para depois optar pela prece pronta ou por aquela que vem do nosso coração.


Por qual mecanismo a prece que fazemos vai até o Pai?

Todos nós estamos mergulhados no fluido cósmico universal. É este fluido o meio pelo qual o pensamento se propaga. O que vai dar qualidade ao pensamento é a nossa boa intenção, sinceridade e bons sentimentos.

Quanto mais conseguimos reunir estas condições, mais potência a nossa prece terá, pois maior influência terá sobre o fluido cósmico.

Alguns irmãos de outras religiões costumam fazer preces “barulhentas”. O resultado dessas preces é o mesmo das feitas em silêncio?

Novamente, lembramos que o que conta é o sentimento. Se ainda, por ignorância, um irmão necessita do barulho, por achar que só assim Deus o ouvirá, mas houver sinceridade, boa intenção e bons sentimentos, certamente, que este irmão será ouvido. Lembramos em Fronteiras da Loucura, de Manoel Philomeno de Miranda, de uma prece de uma católica que pede a ajuda de Bezerra de Menezes, orando de joelhos.

Sabemos que não é necessário estar de joelhos para uma prece ser atendida. E, normalmente, teríamos a tendência de recriminar tal gesto. Mas o que Philomeno nos mostra é que os valores de quem pedia, a sinceridade de uma prece que veio do coração, chegou diretamente ao conhecimento de Bezerra de Menezes, que veio, pessoalmente, interceder pela pedinte.

Recentemente foram feitas pesquisas importantes afirmando que a fé e a prece realmente curam as pessoas, provocando diversas reações orgânicas no cérebro físico e no organismo em geral. Do que se origina esse alcance da prece, até mesmo na cura de males do corpo físico?

A doutrina espírita nos mostra o homem como um ser integral, onde as doenças residem no espírito.

Quando oramos fervorosamente, entramos em sintonia com os bons espíritos que nos assistem, além de passarmos a respirar em uma atmosfera menos densa, possibilitando que nos impregnemos dos bons fluidos que terão ação benéfica em nosso próprio organismo. Orar fervorosamente e ter fé só não basta. É preciso que nos esforcemos, verdadeiramente, pela reforma íntima, nos propiciando assim a manutenção da verdadeira saúde. Já dizia Platão: “Mente sã em corpo são. ” Nunca é demais lembrar Jesus, quando nos ensina: “Orai e vigiai. ”

Partindo do princípio do “Pedi e obtereis”, o que é conveniente pedirmos em nossas preces?

Estamos encarnados em um planeta de provas e expiações. Sabemos que o progresso é infinito. Logo, se precisamos encarnar para progredir, devemos pedir força, coragem, proteção para superarmos as provas e expiações. Já passamos do tempo de acreditarmos que podemos ser carregados no colo, ou nos milagres que caem do céu. Abençoada doutrina espírita que nos liberta desses conceitos tão primitivos.

Como encarar as promessas que tem como pagamento grandes sacrifícios físicos?

É a ideia de que Deus precisa de trocas, de sacrifícios materiais; e da nossa ignorância com relação às suas leis. Não é por acaso que a primeira pergunta de O Livro dos Espíritos nos fala sobre Deus. É preciso que busquemos, cada vez mais, conhecer a Deus e a suas leis, pois só assim saberemos o que realmente o agrada.

Se Deus conhece as nossas necessidades, qual a utilidade de se pedir nas nossas preces?

Pelo simples fato de que não somos conduzidos por uma fatalidade. Nós somos artífices do nosso progresso. Temos livre-arbítrio. Orar a Deus é demonstrar humildade, reconhecimento de sua paternidade, aprendendo, assim, a utilizarmos positivamente o nosso livre-arbítrio.

Embora realmente Deus conheça nossas necessidades, os benefícios não caem do céu. É preciso que aprendamos a ir buscá-los. A prece sincera, junto à disposição de uma transformação moral, é caminho para essa busca.

Existe alguma postura física (ajoelhados, mãos postas etc.) ou lugar mais conveniente para fazermos nossas preces?

A doutrina espírita nos ensina que não. Para compreendermos isso é preciso que estejamos maduros.

Se fizermos preces por outrem, não tendo este o merecimento, a prece atingirá seu objetivo?

A semeadura é nossa, mas a colheita é de Deus. A nossa obrigação é interceder pelo próximo. Somente Deus poderá avaliar o merecimento, o momento, enfim, a ajuda ao necessitado. Uma coisa podemos garantir: quando oramos pelo próximo, com desejo sincero de ajudar, mal não faremos.

Pode-se orar pelos suicidas?

Os suicidas são dos que mais necessitam do nosso carinho, onde a prece é um verdadeiro bálsamo para quem sofre. Existem vários casos de espíritos sofredores no livro “O Céu e o Inferno”, onde esses espíritos, além de, muitas vezes, solicitarem uma prece, dão testemunho de que uma prece sentida traz alívio indescritível. Logo, nos parece sensato orar pelos suicidas, onde, para isso, é preciso bastante desprendimento da nossa parte. Yvonne Pereira tinha esse desprendimento, pois chegava, pelas notícias que recebemos de amigos pessoais dela, a recortar dos jornais os obituários dos suicidas para orar por eles.

Fale sobre o poder da prece sobre os espíritos endurecidos em reuniões de desobsessão, se possível contando algum fato ligado ao assunto.

Na literatura de André Luiz, somos advertidos que, para casos como esse, não basta a intenção, é preciso que quem ore tenha conquistado uma cota maior de amor. Lembramos de Jesus quando diz: “O amor cobre a multidão dos pecados. ” Na maioria dos casos em que trabalhamos na desobsessão, não conseguimos uma transformação do espírito muito obstinado. Neste caso, fica a semente plantada pois, por mais imperfeitos que sejamos, já buscamos esta cota maior de amor ao próximo. Chegará o tempo em que estaremos na condição de conquistar através deste amor.

O que caracterizaria uma boa prece ou uma má prece?

Devemos entender que Deus não se perturba, não se aborrece, não se entristece, pois sabe exatamente o nosso nível evolutivo. Uma boa prece é caracterizada pelo desejo do nosso progresso, pelo desejo de suportarmos as vicissitudes da vida, pela humildade com que conversamos com o Pai, no reconhecimento do seu infinito amor, enfim, quando nos harmonizamos com a Lei. Eu não diria que exista uma má prece, mas uma prece menos eficaz, quando por ignorância, por egoísmo, por orgulho pedimos, quais crianças, aquilo que não é o melhor para nós, tais como os benefícios materiais, sem maiores esforços, ou a resolução dos problemas, também, sem que queiramos dar nossa cota de trabalho.


Fonte: Revista Cristã de Espiritismo

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Prece pelos Enfermos


Senhor dos Mundos, Excelso Criador de todas as coisas.

Venho à Tua soberana presença neste momento, para suplicar ajuda aos que estão sofrendo por doenças do corpo ou da mente.

Sabemos que as enfermidades nos favorecem momentos de reflexão, e de uma aproximação maior de Ti, pelos caminhos da dor e do silêncio.

Mas apelamos para tua misericórdia e pedimos:

Estende Tua luminosa mão sobre os que se encontram doentes, sofrendo limitações, dores e incertezas.

Faz a fé e a confiança brotarem fortes em seus corações.

Alivia suas dores e dá-lhes calma e paz.

Cura suas almas para que os corpos também se restabeleçam.

Dá-lhes alívio, consolação e acende a luz da esperança em seus corações, para que, amparados pela fé e a esperança, possam desenvolver o amor universal, porque esse é o caminho da felicidade e do bem-estar... é o caminho que nos leva a Ti.

Que a Tua paz esteja com todos nós.

Que assim seja!!

Autor desconhecido

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Artigo do Mês


A Força da Oração


Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes. (Marcos, cap. XI, v. 24. In: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, it. 5.)

O jornal Correio Braziliense, em 24 de outubro de 2004, publicou uma página inteira do caderno Brasil sobre o poder da oração. Segundo o jornalista Ullisses Campbell, da equipe desse periódico, o professor de Imunologia Carlos Eduardo Tosta, da Faculdade de Medicina (FMD) da Universidade de Brasília (UnB), fez uma pesquisa com o objetivo de constatar se as orações feitas a distância em benefício de alguém poderiam, cientificamente, ter sua eficácia comprovada.

O trabalho envolveu 52 alunos estudantes de Medicina da própria UnB e vários grupos de pessoas de diversas religiões que fazem orações em benefício alheio. Os alunos foram divididos em dois grupos de 26 pares, cada par composto de pessoas com a mesma idade, que não se conheciam.

Antes de receberem as orações, os alunos passaram por uma avaliação clínica e psicológica e, em seguida, fizeram teste sanguíneo para verificar sua defesa orgânica. Finalmente, a foto 3x4 de cada aluno foi entregue pelo pesquisador aos grupos de intercessores para que orassem diariamente por esses estudantes, de quem ficaram sabendo apenas o primeiro nome. Mas apenas um aluno de cada par teve a foto e o nome conhecido pelos rezadores; o outro não recebeu qualquer prece.

Após três anos, foi feita a comparação entre os exames clínicos de todos os estudantes e verificou-se que o grupo de alunos que não receberam orações não teve qualquer alteração em suas células de defesa, enquanto o grupo beneficiado pelas preces ficou com o sistema imunológico mais resistente.

A conclusão do pesquisador, que se considera “transreligioso”[1], foi a de que “as preces têm efeito positivo na saúde”. Segundo o autor do artigo, outros estudos feitos no exterior já haviam comprovado, sendo publicados, em revistas científicas, os efeitos benéficos da prece sobre a saúde das pessoas enfermas. Afirma ainda que:

O maior estudo envolvendo religiosidade foi feito em 1988, na Califórnia, com quase 400 pacientes internados na unidade de tratamento intensivo (UTI) cardiológica de um hospital público. Metade desses pacientes recebeu preces; a outra parte, não. Cada paciente tinha entre três e sete intercessores e seus médicos não ficaram sabendo. Dez meses depois, ficou comprovado que os pacientes que receberam orações passaram a necessitar cada vez menos de ajuda de aparelhos para respirar. Até os edemas nos pulmões diminuíram. (CAMPBELL, op. cit.)

Na avaliação do Dr. Tosta, citada pelo jornalista, “o médico aprende na universidade que nós somos um corpo que eventualmente adoece e que precisa de tratamento. Acontece que temos uma dimensão mental que vai além disso. Temos ansiedade, depressão e psicose [...]. Além disso, temos a dimensão espiritual, que está sujeita a doenças causadas por sentimentos, como inveja, raiva, ciúme e rancor. A Medicina ainda dá pouca importância a isso”. (Id., ibid.)

Entretanto, podemos constatar que é grande o número de médicos, psicólogos, psiquiatras e outros profissionais da saúde que comparecem aos Centros Espíritas e aos templos religiosos para não somente manifestar sua fé no poder divino, como também estudar os efeitos da oração no auxílio ao tratamento médico.

Nessa reportagem, a Sra. Helena Dias Mousinho, que participa de um grupo de mulheres que oram em favor de pacientes internados na UTI do Hospital de Base do Distrito Federal, afirma que “o centro que frequento, na L2 norte, é cheio de médicos”. O mesmo podemos dizer com relação ao que vimos constatando, ao longo de quase duas décadas como monitor do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE), na Federação Espírita Brasileira. Entre os seus participantes, bom número deles é de médicos e outros profissionais da saúde.

Ao concluir seu artigo, o jornalista Campbell informa que o Dr. Tosta sugere a inclusão no currículo de Medicina da “disciplina espiritualidade”, na qual os estudantes aprendam sobre o poder da oração. E termina com a seguinte frase do Imunologista: “Todas as religiões têm prece. Até os budistas, que não acreditam em Deus, têm suas preces”. (Id., ibid.)

Aí está uma interessante e oportuna proposta. Mas, de nossa parte, temos a convicção de que, independentemente desses estudos, a prática cotidiana da oração é uma verdadeira fonte de revigoramento de nossas energias mentais e de nossas forças, para aceitarmos a vontade de Deus.

Afirma Kardec que, da máxima citada abaixo do título deste artigo, não é lógico deduzir que basta pedir para obter, mas não é justo julgar que Deus não atende a toda oração a Ele feita. A prece proferida com todo tipo de propósito, em particular o da aquisição de bens materiais, realmente só será atendida quando tivermos merecimento para obter o que pedimos. Entretanto, lembra o Codificador da Doutrina Espírita que a coragem, a paciência e a resignação serão sempre concedidas por Deus a quem lhas pedir com confiança, assim como os meios de libertar-se por si mesmo das dificuldades, proporcionando-lhe, nesse caso, o mérito da ação.

A oração pode beneficiar àquele que ora ou àquele por quem se ora. Pode ser feita para pedir, louvar ou agradecer a Deus um benefício, pois nada ocorre sem a vontade d'Ele, ainda que oremos recorrendo a Espíritos intermediários.
Nesse capítulo XXVII, item 10, d'O Evangelho segundo o Espiritismo, explica ainda Allan Kardec a forma de transmissão do pensamento através do fluido universal, no qual se inserem todos os seres, encarnados e desencarnados, sendo tal fluido veículo do pensamento e se estendendo ao infinito.

Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som.

A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que relações se estabelecem a distância entre encarnados. (Kardec, op. cit.)

O Codificador conclui então que, se tal explicação torna compreensíveis os efeitos da prece, o “juiz supremo em todas as coisas” é Deus, sob cuja vontade e poder se subordinam os efeitos da oração.

As preces feitas com sentimento puro em benefício próprio ou de outrem serão sempre ouvidas, independentemente da religião de quem as faça. É muito importante orarmos de forma clara, concisa e simples, pois muito mais que as fórmulas preconcebidas e o grande número de palavras, as vibrações de nossa alma, a humildade e a submissão à vontade dessa Inteligência Suprema que rege todas as coisas – DEUS – é que proporcionarão à nossa oração o poder de cura e de superação de nossas provas.

Potencializadas pelo Amor, nossas energias em benefício do próximo modificarão para melhor os fluidos deletérios de suas enfermidades, proporcionando-lhes até mesmo a cura de suas doenças físicas. No entanto, nunca é demais lembrar o alerta de Jesus: “Vai e não peques mais”. Se o convalescente não se ajudar renovando sua mente com pensamentos elevados, evitando atitudes de impaciência, raiva e outras manifestações do desequilíbrio mental, fatalmente recairá no estado patológico anterior ou mesmo em outros mais graves.

Pela oração, entramos em comunhão direta com as potências divinas e, consoante as palavras de Jesus, removeremos as montanhas de nossas limitações, de nossas fraquezas e enfermidades. Por ela, enfim, receberemos e transmitiremos ao nosso próximo as vibrações elevadas do Amor Divino. Assim, seremos capazes de, nos transformando, contribuir na transformação do Mundo, pois já se disse que orar é semelhante a arar. E sendo o arado a metáfora do trabalho, quando trabalhamos emitindo as nossas energias mentais em benefício alheio, pela oração, associados aos emissários divinos, exercitamos o Amor, essa força maravilhosa sem a qual nada se consegue de bom.


JORGE LEITE DE OLIVEIRA
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[1] Na definição dada pelo Dr. Tosta e citada pelo jornalista, “transreligiosa” é a pessoa que aceita o que os “grandes mestres religiosos ensinam sem rótulos que definam se uma religião é melhor do que a outra”.

sábado, 10 de setembro de 2016

Oração



Não desconsideres o valor e o poder da oração.

O corpo necessita de alimento adequado para manter-se. Assim também o Espírito, que é a fonte de vitalização da matéria.

A prece constitui um combustível de alta qualidade para a sua harmonia.

Adquire o hábito de orar, incorpora-o aos outros mecanismos naturais da tua existência e constatarás os benefícios disso decorrentes.

Não te negues o pão da vida, que é a prece sincera e afervorada.


Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Franco, do livro Vida Feliz

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A Oração segundo o Espiritismo


A oração é uma Força em nossa Vida e pode tornar melhor a Humanidade



Por Thiago Bernardes


A principal obra da doutrina espírita dedica um capítulo especial à lei de adoração e à prece, definindo esta como um legítimo ato de adoração ao Criador da vida, o qual tem para nós, seres humanos, uma importância muito grande e bem superior à que geralmente imaginamos. “Orar a Deus – ensina o Espiritismo – é pensar n’Ele; é aproximar-se d’Ele; é pôr-se em comunicação com Ele.” (“O Livro dos Espíritos”, item 659.)

Ensinada por Jesus e pelos Espíritos Superiores, a prece é uma manifestação da alma em busca da Presença Divina ou de seus prepostos; é uma conversa com o Criador ou com seus emissários e, por isso, deve ser despida de todo e qualquer formalismo.

A prece não pode ser paga, porque “é um ato de caridade, um lance do coração". A prece deve ser secreta, não precisa ser longa e deve ser antecedida do ato do perdão. A prece deve ser espontânea, objetiva, robusta de sentimentos elevados, que precisam ser cultivados sempre, porque não aparecem como por encanto só nos momentos de oração.

Requisitos da prece - A forma da prece nada vale, mas sim o conteúdo. A atitude daquele que ora é íntima, eminentemente espiritual. Atitudes convencionais, posição externa e rituais são vestes dispensáveis ao ato de orar. Pela força do pensamento, após estarmos concentrados, procuramos traduzir nossa vontade com o melhor dos nossos sentimentos por uma prece, que não deve ser formulada segundo um esquema pré-fabricado. A prece deve traduzir o que realmente estamos sentindo, pensando e querendo naquele momento, de uma forma precisa, sem que isso constitua uma repetição de termos que, na maioria das vezes, são ininteligíveis para quem os profere.

A prece deve ser o primeiro ato no nosso retorno às atividades de cada dia e, por isso, precisa ser cultivada diariamente. O Espírito de Monod assim o recomenda expressamente em lição constantes do capítulo 27, item 22, de "O Evangelho segundo o Espiritismo".

O exemplo da prece do fariseu e a do publicano, narrado no Evangelho, é expressivo e mostra que a humildade e a sinceridade são requisitos fundamentais na oração. O outro requisito essencial é o esquecimento e o perdão que devemos conceder aos que nos tenham prejudicado. Jesus recomenda reconciliar-nos com os adversários, antes de orarmos.

Mecanismo e tipos de prece - O mecanismo da prece é este: estamos engolfados no fluido universal que ocupa o espaço. Esse fluido, que é o veículo do pensamento, recebe a impulsão da vontade. Quando o pensamento é dirigido a um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de um encarnado a um desencarnado, ou vice-versa, estabelece-se uma corrente fluídica que liga um e outro. É dessa maneira que os Espíritos podem ouvir-nos o apelo e transmitir, pelas vias do pensamento, sua resposta.

Como se sabe e a experiência comprova, os Espíritos podem não apenas ler, mas, de certa forma, ouvir nossos pensamentos. Não é preciso dizer que, com relação aos desencarnados, é vã toda tentativa de iludi-los, porque o que nos vai na alma não lhes pode ser ocultado.

Três coisas podemos fazer por meio da prece: louvar, pedir e agradecer (O Livro dos Espíritos, item 659). Louvar é reconhecer e enaltecer a Deus por tudo o que Ele criou. Significa aceitar com alegria tudo o que nos rodeia, que, no tocante à participação do Senhor em nossa vida, é sempre justo, equilibrado e perfeito.

Exemplo de prece de louvor é o Salmo 23 de Davi:

"O Senhor é o meu Pastor,
Nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos,
Guia-me mansamente
A águas mui tranqüilas.
Refrigera minh'alma,
Guia-me nas veredas da justiça
Por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse
Pelo vale das sombras da morte,
Não temeria mal algum
Porque Tu estás comigo...
A tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas-me o banquete do amor.
Na presença dos meus inimigos,
Unges de perfume a minha cabeça..."

A prece nas reuniões espíritas - Allan Kardec nos ensina: "É, sem dúvida, não apenas útil, porém necessário rogar, através de uma invocação especial, por uma espécie de prece, o concurso dos bons Espíritos. Essa prática predispõe ao recolhimento, condição especial a toda a reunião séria" ("Viagem Espírita em 1862", cap. XI, pág. 144).

No início e no término das reuniões espíritas fazemos a prece para que o ambiente espiritual seja favorável e tenhamos a presença de Espíritos elevados, que a prece atrai, o que será uma garantia de proteção contra o mal. No decurso da sessão mediúnica, a oração será utilizada em benefício dos companheiros e dos Espíritos, pelo potencial de forças fluídicas que a prece consegue aglutinar.

A prece, contudo, será sempre mais poderosa se partir de uma alma elevada, de um Espírito de conduta ilibada, de uma criatura de bons sentimentos. Há pessoas que, por haverem conseguido libertar-se das paixões animalizantes e dos interesses egoísticos da Terra, fazem de sua vida uma prece permanente. A prece nelas é cultivada com naturalidade e eficiência extraordinária, enquanto que nós temos ainda que nos esforçar para que nossa rogativa atinja o objetivo colimado.

Despojados da ignorância e da perturbação que o mal engendra em nós, iremos aos poucos descobrindo que pela prece muita coisa pode ser conseguida em nosso benefício espiritual e das pessoas que nos cercam. Entenderemos então que a prece é uma manifestação espontânea e pura da alma, e não apenas uma repetição formal de termos alinhados convencionalmente, como se fosse uma fórmula mágica para afastar o sofrimento e os problemas.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Preces aos Anjos Guardiães e aos Espíritos Protetores


Espíritos esclarecidos e benevolentes, mensageiros de Deus, que tendes por missão assistir os homens e conduzi-los pelo bom caminho, sustentai-me nas provas desta vida; dai-me a força de suportá-la sem queixumes; livrai-me dos maus pensamentos e fazei que eu não dê entrada a nenhum mau Espírito que queira induzir-me ao mal. Esclarecei a minha consciência com relação aos meus defeitos e tirai-me de sobre os olhos o véu do orgulho, capaz de impedir que eu os perceba e os confesse a mim mesmo.

A ti sobretudo, N…, meu anjo guardião, que mais particularmente velas por mim, e a todos vós, Espíritos protetores, que por mim vos interessais, peço fazerdes que me torne digno da vossa proteção. Conheceis as minhas necessidades; sejam elas atendidas, segundo a vontade de Deus.

(Outra prece) – Meu Deus, permite que os bons Espíritos que me cercam venham em meu auxílio, quando me achar em sofrimento, e que me sustentem se desfalecer. Faze, Senhor, que eles me incutam fé, esperança e caridade; que sejam para mim um amparo, uma inspiração e um testemunho da tua misericórdia. Faze, enfim, que neles encontre eu a força que me falta nas provas da vida e, para resistir às inspirações do mal, a fé que salva e o amor que consola.

(Outra prece) – Espíritos bem-amados, anjos guardiães que, com a permissão de Deus, pela sua infinita misericórdia, velais sobre os homens, sede nossos protetores nas provas da vida terrena. Dai-nos força, coragem e resignação; inspirai-nos tudo o que é bom, detende-nos no declive do mal; que a vossa bondosa influência nos penetre a alma; fazei sintamos que um amigo devotado está ao nosso lado, que vê os nossos sofrimentos e partilha das nossas alegrias.

E tu, meu bom anjo, não me abandones. Necessito de toda a tua proteção, para suportar com fé e amor as provas que praza a Deus enviar-me.

Fonte: Kardec, Allan, 1804-1869

“O Evangelho segundo o Espiritismo” de Allan Kardec; tradução Guillon Ribeiro; organizado por Evandro Noleto Bezerra – 4ª reimpressão – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2011.
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